janeiro 10, 2026
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Um dos temas que serão abordados no Encontro Nacional de Compositores de Música Sacra Processional, que terá lugar em Sevilha no dia 17 de janeiro, é o reconhecimento direitos autorais da procissão. A questão não é atualmente Tem definição legal e é complexa pelos diversos aspectos que representa, mas tem potencial para revolucionar o funcionamento da música de fraternidade como a conhecemos.

Funciona com Sociedade Geral de Autores e Editores (SGAE)participante da reunião, tentar avançar nesta questão, como a apresentação foi influenciada pelo diretor territorial na Andaluzia, José Lucas Chávezque enfatiza que a participação ocorre a nível nacional e não apenas a nível local. Um estudo realizado entre Associação de Compositores de Música Sacra Processional (Musapro)A organização do evento e a SGAE concluíram que se propunham ao pagamento de direitos de autor pela interpretação de obras musicais em procissões, o que em termos de valor era “algo muito razoável”.

Como isso afetou durante a apresentação no palácio dos Marqueses de Algaba Manuel Marvison, Tesoureiro Musapro, esta abordagem coloca a dignidade do compositor acima da recompensa económica: “Trata-se mais de alcançar obrigado ao autor do que uma questão económica”, colocando a pessoa que assina a obra num papel activo e central. O dinheiro que teria de ser pago – se isto continuar, uma vez que não está além das ideias neste momento – irá variar de 200 a 300 eurosconforme já sugerido no programa “Evoction” da Rádio Canal Sur, e deverá ser pago pelos grupos que executam as composições ou pelas fraternidades que os empregam, conforme o caso.

A associação Musapro garante que se espera mais reconhecimento e dignidade do compositor do que dinheiro

Onde eles irão parar? receita desses direitos autorais? No caso de autores vivos – diretamente ao compositor. Mas se ele morreu, foi para as pessoas ou organizações que herdaram os direitos, que às vezes é a irmandade à qual o trabalho é dedicado. Em outros casos 70 anos após a morte do autoras obras não têm direitos, como teria acontecido com as obras de alguns autores da primeira metade do século passado.

O assunto será discutido detalhadamente na segunda das reuniões, em reunião na Planta de Artilharia chamada “Direitos autorais e compositores de música sacra processional”da qual participará o próprio José Lucas Chavez, junto com outros representantes da SGAE e o advogado Joaquin Mekel. Haverá diferentes opções e cenários possíveis a este respeito. Deve-se ter em mente que o mesmo não pode ser feito em todos os casos, pois a Semana Santa de Sevilha e a sua corrida oficial não são iguais à Semana Santa de Málaga ou a qualquer outra procissão.

Tanto o diretor territorial da SGAE na Andaluzia como Marvisone garantiram esta quinta-feira que se trata de questões complexas que estão a ser estudadas e que, embora se concentrem num dos debates e apresentações mais interessantes do primeiro encontro de compositores, ainda há uma maneira de encontrar respostas e soluções que podem ser implementadas e satisfazer todas as partes envolvidas. “Devemos dar uma resposta não só económica, mas também legal e judicialmente”, observam.

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