janeiro 11, 2026
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Neste ponto do filme, não ficaremos chocados com o fato de Feijoo estar mentindo. Tem feito isso quase diariamente desde que assumiu a liderança do PP, um partido que há muito faz da mentira, da calúnia e do insulto ferramentas importantes da sua estratégia política. Mas há mentiras que são especialmente repugnantes porque são utilizadas para encobrir a responsabilidade por tragédias que custaram a vida de muitos cidadãos. Aznar fez isto há pouco mais de duas décadas, quando responsabilizou a ETA pelo pior ataque terrorista de Espanha. Feijão fez isso dois dias depois do desastre, dizendo que o então presidente da Generalitat Valenciana, Carlos Mason, o informou em “tempo real” sobre o desastre.

Quando ele disse isso, já ficou claro que Mazon havia desaparecido nos momentos decisivos da enchente. Em breve se saberá que todo esse tempo ele esteve com o jornalista em um estande de restaurante. Mais do que interessado em possivelmente renunciar às responsabilidades que um barão regional poderia assumir, o líder nacional do PP decidiu que era importante protegê-lo das críticas. E ele fez isso mentindo. Saber que ele está mentindo. Mais de 237 mortos e milhares de vítimas do pior desastre natural da história espanhola.

Referência