janeiro 19, 2026
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A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que dissolverá o parlamento na sexta-feira e convocará eleições antecipadas para 8 de fevereiro.

A Sra. Takaichi buscará o apoio dos eleitores para o aumento dos gastos e uma nova estratégia de segurança que deverá acelerar o desenvolvimento da defesa do Japão.

A votação antecipada decidirá todos os 465 assentos na câmara baixa do parlamento e marcará o primeiro teste eleitoral para Takaichi desde que ela se tornou a primeira mulher primeira-ministra do Japão, em outubro.

A convocação de eleições antecipadas permitir-lhe-ia capitalizar o forte apoio público para reforçar o seu controlo sobre o Partido Liberal Democrata (LDP), no poder, e reforçar a frágil maioria da sua coligação.

As eleições testarão o apetite dos eleitores por mais gastos, numa altura em que o aumento do custo de vida é a principal preocupação do público.

Uma pesquisa divulgada pela emissora pública NHK na semana passada descobriu que 45% dos entrevistados citaram os preços como sua principal preocupação, seguidos pela diplomacia e pela segurança nacional, com 16%.

Disputa de vizinho

Takaichi aposta nos seus elevados números nas sondagens para levar à vitória o impopular partido governista LDP.

O PLD governou o Japão quase continuamente durante décadas, embora com frequentes mudanças de liderança.

Takaichi foi nomeada primeira-ministra em Outubro e o seu gabinete está bem classificado nas sondagens, apesar da popularidade decrescente do seu partido.

Mas o seu bloco governante, que inclui o seu parceiro de coligação, o Partido da Inovação do Japão (JIP), tem apenas uma pequena maioria na poderosa câmara baixa do parlamento.

Isto poderia dificultar a aprovação da sua agenda política, incluindo despesas fiscais “proactivas” e o aumento do orçamento da defesa.

Eleições antecipadas também podem ajudar Takaichi a romper o impasse numa disputa com a China.

Os laços entre Tóquio e Pequim deterioraram-se desde que Takaichi sugeriu, em Novembro, que o Japão poderia intervir militarmente se a China algum dia lançasse um ataque a Taiwan, a ilha autónoma que reivindica.

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