fevereiro 9, 2026
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O derramamento de Guadalquivir, devido a uma série de tempestades e descargas, foi particularmente crítico na cidade de Palma del Rio, em Córdoba, devido a a confluência deste rio com Genil. Agora que o risco diminuiu um pouco (embora ainda presente), o prefeito da cidade, Matilde Esteoresume a situação de emergência.

-Qual é a situação atual em Palma del Rio após a enchente?

– A situação está voltando ao normal. Acabei de terminar uma nova reunião do Comité Consultivo do Plano de Emergência Municipal e graças às previsões meteorológicas atualizadas pudemos tomar decisões importantes. Embora o Guadalquivir continue nível vermelhoO Genil diminuiu bastante e não está mais naquela situação de risco, o que nos permite atuar com grande margem.

-Que medidas específicas foram acordadas para os residentes forçados a abandonar as suas casas?

-Ontem decidimos abrir algumas áreas para que as famílias pudessem voltar para suas casas e hoje avançamos ainda mais. Na zona de Pedro Díaz será parcialmente inaugurada após anteriores obras de limpeza já realizadas pela Câmara Municipal, pois embora algumas casas ainda estejam próximas do leito do rio Genil, outras já não correm perigo. Quadrado Fazendatambém após o trabalho de limpeza.

“A área de Pedro Diaz será parcialmente reaberta, assim como La Granja, após a realização dos trabalhos de limpeza.”

-Existem áreas que permanecem fechadas por motivos de segurança?

-Sim. Ainda não há planos para abrir a área perto de Guadalquivir, pois permanece um risco significativo. Na verdade, ontem houve uma situação muito perigosa devido a descuido: Um homem retirou a barreira de segurança, entrou com o carro e teve que ser resgatado pelos bombeiros. Felizmente não houve feridos, mas o perigo continua real.

– Quantas pessoas foram afectadas pela evacuação em Palma?

– É difícil fornecer um número exacto, uma vez que muitas pessoas abandonaram as suas casas voluntariamente, mas, segundo as nossas estimativas, algumas 200 pessoas Eles tiveram que deixar suas casas. Dadas as decisões que tomamos, restam apenas algumas agora 15 pessoas na região do Guadalquivir, que continuam mudou-se para hotéis. Os demais poderão retornar para suas casas.

-Qual foi a coisa mais difícil de lidar durante esta emergência?

-Sem dúvida, emoções. Dizer a uma família que deve abandonar a sua casa por motivos de segurança é o mais difícil, embora a população de Palma del Rio tenha se comportado de forma exemplar, com grande responsabilidade e solidariedade. Também tivemos que cortar ruas e agir rapidamente numa zona urbana, mas havia uma grande equipa de bombeiros, polícia local e defesa civil. Estou muito satisfeito com a gestão realizada.

– Palma del Rio estava preparada para tal situação?

-Sim. Fizemos um trabalho muito coordenado com antecedência. Cobrimos todas as possibilidades: quartos de hotel bloqueados, camas de hospital, ar condicionado de Ifapa e reforços policiais. Tudo foi planejado e isso nos permitiu tomar decisões na hora e com maior segurança.

Perdas locais 50% da produção

– As consequências económicas das inundações já começaram a ser quantificadas?

– Preparamos um relatório sobre todos os incidentes em coordenação com a polícia local, coordenadores distritais e o serviço 112. O impacto económico é grande: não estamos a falar apenas de casas, mas também de vias públicas, estradas e explorações agrícolas. Muitos pomares foram inundados e espera-se que as perdas de produção, já de 30%, possam aumentar para quase 50%, representando uma perda muito significativa para uma cidade que vive do campo.

-Que lição você aprendeu com essa experiência?

-Aprendemos muito. Por exemplo, depois do grande apagão, percebemos que precisávamos de mais transmissores e grupos geradores, e já os temos. Durante as cheias garantimos que tínhamos equipamento de protecção civil suficiente, bombas de esgoto, cobertores e tudo o que era necessário para responder a uma emergência. Mas é óbvio que esta experiência nos obriga a melhorar constantemente.

– Quando poderá ser concluído o Plano de Emergência Municipal?

– Estamos mantendo isso por enquanto por precaução porque o Guadalquivir ainda está no nível vermelho. Quando a situação permitir e as previsões melhorarem claramente, será retirado, mas neste momento é necessário mantê-lo ativo.

Referência