janeiro 31, 2026
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Neste sábado em Toledo houve uma mobilização histórica de advogados, defensores e seguradoras mútuas de toda Castela e La Mancha, que saíram às ruas para exigir uma aposentadoria digna e denunciar décadas de abandono institucional. Mais de cem profissionais Reuniram-se no coração da cidade para exigir a criação de um acesso 1×1 voluntário, justo e inclusivo ao Regime Especial dos Trabalhadores Autônomos (RETA).

Num dia ensolarado, o protesto começou na simbólica Praça Socodover, de onde os manifestantes marcharam pelas ruas do Centro Histórico até a Praça San Vicente, onde fica a sede da delegação governamental. Ao longo de todo o percurso, os participantes carregaram uma grande faixa com mais de 30 metros –o famoso viajante Tifo, símbolo nacional da luta mutualista – e entoavam slogans como “RETA Gate Now”, “Pensões Decentes” ou “Um Ano de Contribuições, um Ano de Aposentadoria”.

A mobilização ocorreu em clima de firmeza e determinação. Já diante da comitiva governamental, os manifestantes perguntaram publicamente: “Delegado, onde você está?” e leram um manifesto no qual condenavam a situação perigosa enfrentada por milhares de profissionais aposentados que contribuíram para sociedades de bem-estar mútuo ao longo da vida.

Entre os oradores ele tomou a palavra Remédios Ruiz Benaventeadvogado em Toledo e representante do movimento J2 em Castela-La Mancha, que explicou que advogados, advogados e outros profissionais “foram forçados por lei a permanecer em sociedades mútuas, que se revelaram sistemas falidos, opacos e profundamente desproporcionais”. Ruiz Benavente disse que há mais de três anos que se exige uma porta de entrada individual da RETA sem receber uma resposta eficaz do Estado.

“A realidade é que muitos colegas reformados recebem pensões entre 250 e 400 euros por mês sem atualizações, valores que nem sequer cobrem as necessidades básicas”, disse. Uma situação que chamou de “desumana e indigna” no Estado Social, especialmente para os profissionais que cumpriram todas as suas obrigações financeiras e colegiais.

O movimento mútuo também condena a forma como as sociedades mútuas têm oferecido durante anos informações “enganosas”, prometendo benefícios para além da RETA que nunca se materializaram. A nível estadual, o número de vítimas pode ultrapassar os 100.000 profissionais, enquanto em Castela-La Mancha este número, embora não específico, também é significativo.

Durante lendo o manifesto Os organizadores recordaram que decisões recentes da Direção Geral de Seguros confirmam violações graves e repetidas por parte das mútuas de seguros, bem como desatenção aos avisos oficiais. Também criticaram a falta de progresso legislativo e chamaram a última proposta apresentada no Congresso de “discriminatória e insuficiente”.

A manifestação terminou com um sinal claro de continuidade. Os defensores do mutualismo anunciaram que continuariam a mobilizar-se até alcançarem uma “solução justa e final, sem excepção” e lembraram aos deputados das Cortes de Castela-La Mancha o seu compromisso unânime com a PNL, que exige um portal RETA 1×1 voluntário.

Antes de tomar Tifo Viajero, que continuaria o seu percurso por outras comunidades, os participantes insistiram que não estavam a pedir favores ou caridade, mas sim o reconhecimento de direitos adquiridos após uma vida inteira de trabalho. “Os direitos não se compram, são reconhecidos”, concluíram.

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