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Regime chavista Diosdado para cabelos, Vladímir Padrino, Delcy Rodriguez E Nicolás Maduro está desmoronando. Incansavelmente. A operação policial cirúrgica revela que o chavismo foi (e continua sendo) um enorme depósito de lixo.

A partir daqui vale destacar alguns pontos-chave. que, entrelaçados, ajudam a compreender o drama:

1.- A Venezuela é um Estado que se autodestruiu devido ao sofrimento, com milhares de civis armados pelo regime. Um verdadeiro “blefe” do ponto de vista de sua defesa.

2.- O regime sobreviveu no ano passado após flagrante fraude eleitoral. É como nada. Enfrentando nosso cinismo e condescendência.

3.- Alguém tem dúvidas de que a Venezuela é um narco-Estado de mãos dadas com a Rússia, o Irão ou Cuba?

4.- Um ano terminará em breve Donald Trump na Casa Branca. Apenas um ano depois, Maduro foi detido e levado perante a justiça norte-americana.

5.- A infiltração de drogas nas ruas dos Estados Unidos é terrível. Basta dar um passeio por Manhattan, Los Angeles. Chicago ou Filadélfia. E este inferno não pode ser resolvido interferindo num dos pontos de origem. Este é o drama da sociedade americana.

6.- Atenção ao resto da América: Cuba, Nicarágua, Colômbia… E, em outra ordem, Chile ou Brasil.

7.- O papel do governo espanhol face ao regime chavista merece um estudo à parte, mas pode ser resumido em três palavras: Vergonhosa equidistância.

8.- Quase um terço da população venezuelana deixou a sua terra natal. Quase 10 milhões de pessoas estão distribuídas entre Estados Unidos, Espanha e América Latina… Diáspora pela História (e vergonha).

9.- Maria Corina Machado Mais cedo ou mais tarde ele voltará para casa. Como Edmundo Gonzalez retornará do exílio na Espanha. (Aliás, o nosso governo ainda não felicitou Maria Corina pelo Prémio Nobel da Paz).

e 10.- E agora? Está apenas começando. O futuro da Venezuela só pode acontecer através de uma transição democrática. Enquanto isso, as pernas de alguém estão tremendo aqui. E uma sobrancelha.

PS: O drama da diáspora venezuelana só pode ser compreendido pela Ponte Simón Bolívar, que liga San Cristobal a Cúcuta (Colômbia). Ou da região de San Ber, em Bogotá. Por exemplo, desde as selvas de Darien ou ouvindo os testemunhos dos sobreviventes do terror do Helicóide. No terreno, sente-se o horror de um terço das venezuelanas que deixaram a sua pátria, sofrendo e chorando… Centenas de milhares de prostitutas venezuelanas em todo o mundo.

Referência