Estão entre os bens mais valiosos do esporte, mas é constrangedor para os dirigentes olímpicos que as medalhas continuem quebrando em Milano Cortina.
Na segunda-feira, os organizadores prometeram iniciar uma investigação sobre por que isso aconteceu depois que medalhistas dos Jogos Olímpicos de Inverno, incluindo o campeão americano de esqui alpino Breezy Johnson, relataram medalhas lascadas, rachadas e danificadas.
A medalha de Johnson quebrou logo após a cerimônia do pódio no sábado, enquanto ela comemorava. “Eu estava pulando de excitação, mas então ela simplesmente caiu”, disse ela aos repórteres, antes de exibir sua medalha rachada e lascada em uma das mãos enquanto a fita aberta pendia de seu pescoço.
A esquiadora cross-country sueca Ebba Andersson relatou que sua medalha “caiu na neve e se quebrou ao meio”, antes de acrescentar: “Agora espero que os organizadores tenham um ‘plano B’ para medalhas quebradas”.
O biatleta alemão Justus Strelow também disse que sua medalha de bronze rachou e caiu no chão durante as comemorações, enquanto a patinadora artística americana Alysa Liu postou no Instagram que a fita da medalha de ouro da equipe havia se soltado.
Quando questionado sobre o assunto em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, o diretor de operações de jogos da Milano Cortina, Andrea Francisi, disse: “Estamos plenamente conscientes da situação e vocês viram as fotos. Estamos investigando qual é exatamente o problema”.
“Vamos dar o máximo de atenção às medalhas. Para que tudo saia perfeito, porque essa é uma das coisas mais importantes para os atletas”.
Desde então, os organizadores sugeriram que o problema pode ser causado pelo cordão da medalha, que está equipado com um mecanismo de quebra exigido por lei. O sistema foi projetado para liberar automaticamente quando puxado com força, evitando que o usuário sufoque.
Houve problemas semelhantes com as medalhas olímpicas de Paris 2024, com mais de 200 pedidos de substituições – cerca de 4% das medalhas atribuídas.