janeiro 30, 2026
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O ministro da Saúde do País Basco, Alberto Martinez, admitiu esta quinta-feira que foram administradas doses vencidas de pelo menos dois tipos de vacinas: a quadrivalente e a tríplice viral. Há pelo menos 49 vítimas potenciais no primeiro caso, disse Martinez. No segundo caso, há outros 29.

Estes novos dados, divulgados em conferência de imprensa, surgem no mesmo dia em que a Procuradoria Suprema do País Basco abriu uma investigação sobre a utilização de vacinas vencidas pelo Serviço Basco de Saúde-Osakidetz. Fontes do Ministério Público afirmaram que a investigação visa comprovar a presença ou ausência de crime contra a saúde pública, depois de Osakidetsa ter admitido ter administrado a 253 pessoas 262 doses de vacina vencidas ou muito próximas do prazo de validade máximo.

Osakidetza vacinará novamente 103 pessoas afetadas, anunciou o Ministério da Saúde. O Conselho Consultivo de Vacinas Basco recomendou inicialmente a revacinação de um total de 253 pessoas afetadas, mas reconsiderou a situação depois de o governo basco ter recebido ontem um relatório da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) que sugeria a revacinação apenas de adultos.

O motivo é que parte significativa dos bebês recebeu as doses ainda não vencidas, e o restante – quando passou pouco tempo desde o vencimento, para que a imunidade esteja garantida.

Trata-se de uma vacina hexavalente (difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo B) que é administrada em duas doses: uma aos dois a quatro meses de idade, uma dose de reforço aos onze meses e para alguns adultos com problemas imunológicos.

Referência