A questão com a Venezuela está a ser resolvida com um enviado especial da ONU, por isso acreditamos – com uma careta de preocupação – no multilateralismo, na ordem mundial baseada em regras após a Segunda Guerra Mundial, em instituições sérias, na cooperação entre países. … Ah, isso já aconteceu. “Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela”, nome exato. Missão, de agora em diante. No dia 3 expressaram “profunda preocupação” com o ataque dos EUA. “A longa história de graves violações dos direitos humanos do governo Maduro não justifica a intervenção militar dos EUA, que viola o direito internacional”, diz o comunicado. Quantas missões semelhantes existem na ONU e para que servem? A missão documentou os horrores na Venezuela e? A documentação foi fornecida ao Tribunal Penal Internacional, e? O procurador que iniciou o julgamento, Karim Khan, demitiu-se quando se descobriu que a sua nora fazia parte da equipa jurídica de Maduro, e a sua substituta, a senegalesa Mame Mandiaye Niang, fechou o escritório do tribunal em Caracas devido à falta de cooperação do regime de Maduro e de Delcy Rodriguez. Sim, e?
Outro missionário da ONU é Miguel Angel Moratinos, enviado especial para o combate à islamofobia. Para onde isso vai? Nós não sabemos. Ele combina isso, imaginamos a ênfase, com a posição de alto representante da Aliança das Civilizações. Que ideia incrível teve o governo Zapatero antes de se aliar ao chavismo. Foi ótimo culminar esta filosofia com a cúpula do Barceló em Genebra, no Salão dos Direitos Humanos e na Aliança das Civilizações. Não sabemos se um nome pomposo ou uma cúpula milionária em Genebra ajudaram os aiatolás iranianos a deixar as meninas soltarem os cabelos ou a permitir que as meninas afegãs voltassem à escola. Como temos péssima compreensão de leitura, talvez a aliança tenha sido para que não achássemos tão ruim que existam meninas muçulmanas no Ocidente que sejam impedidas de ir à universidade ou de se casar.
Aqueles de nós que estão a um passo do multilateralismo da Assembleia Geral da ONU tornaram-se exigentes em relação a estes missionários. Há também uma missão no Sahara Ocidental. Há décadas que exigem um referendo, e recentemente isto está próximo da posição marroquina, que é a posição dos EUA e que, graças a Sánchez, é a posição espanhola. E isto deixa os saharauis numa posição difícil, mas com uma posição “verdadeira política”. O que não pode existir na Venezuela. Como não acreditar em toda esta rede de organizações internacionais? Como não fazer isso depois de uma pandemia que parou o mundo por causa de um vírus que não se sabe de onde veio e sobre o qual a China não explicou aos missionários enviados pela OMS. Dir-nos-ão que somos vítimas do populismo e da demagogia. “Missão internacional independente de investigação sobre a República Bolivariana da Venezuela”, repito. Como é possível que o lunático de Trump não acreditasse que esta era a solução e não a sua Missão: parafernália impossível.
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