janeiro 28, 2026
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As consultas entre a esquerda colombiana para determinar um único candidato presidencial em 8 de março continuam a decorrer num labirinto jurídico. O Cartório aprovou o mecanismo, agora denominado Frente pela Vida, mas recusou a participação do ex-prefeito de Medellín Daniel Quintero e consultou o Conselho Nacional Eleitoral sobre a legalidade da participação de outros interessados, liderado pelo senador Iván Cepeda, o líder eleitoral que venceu a consulta anterior em outubro. Numa resolução assinada por um delegado eleito para a eleição, datada e publicada terça-feira, a organização lembra que Quintero pode recorrer ao conservador-geral, dando-lhe uma luz de esperança antes do prazo para determinar este mecanismo, que chega a 6 de fevereiro do próximo ano.

Coerente com a grande maioria dos especialistas, o cartório argumenta que sua derrota nas consultas de outubro impede Quintero de participar de novas. Embora o ex-prefeito tenha anunciado sua renúncia dias antes da votação de 26 de outubro, seu nome e foto apareceram nas cédulas e ele ainda recebeu 144.677 votos. A organização esclarece que esta recusa, que o político antioquino justificou com dúvidas jurídicas quanto à possibilidade de o vencedor entrar nas consultas de março, foi informal. Além disso, lembre-se que Quintero então se inscreveu em um grupo político diferente daquele que afirma ter agora, o que cria uma deficiência diferente.

“Não foram recebidos pedidos de mudança, demissão ou destituição de cidadãos apresentados na consulta realizada em 26 de outubro de organizações políticas”, esclarece a Secretaria. Apenas 12 horas depois de Iván Cepeda ter vencido a consulta ao Petrismo com 65,13% dos votos, Quintero anunciou a intenção de continuar a concorrer à presidência, agora através da recolha de assinaturas. O cartório já havia rejeitado a iniciativa, por considerá-la inconsistente com os requisitos legais, e Quintero recebeu então a aprovação do partido local AICO, com o qual pretende competir em consulta com a Frente pela Vida.

Embora a maior preocupação do ex-prefeito sejam as dúvidas jurídicas, outros candidatos enfrentam outras incertezas. Na sexta-feira passada, o Escrivão, Advogado e Controlador Nacional enviou uma consulta ao Conselho Nacional Eleitoral, ou CNE, levantando preocupações sobre a possibilidade de os participantes na consulta de Outubro chegarem à de Março. Citam a credibilidade da presença de Cepeda, candidato do presidente Gustavo Petro, mais do que os outros dois candidatos: o ex-senador Roy Barreras e o ex-embaixador Nariño Camilo Romero.

A questão gira em torno da dúvida se as consultas de há três meses foram interpartidárias ou internas, uma vez que foram realizadas entre os movimentos que estiveram precisamente envolvidos na fusão no chamado Pacto Histórico. Embora existam interpretações diferentes, a lei proíbe que o mesmo candidato participe em duas consultas interpartidárias ou interpartidárias. Poucas horas antes da decisão da Secretaria, o juiz Christian Quiros, presidente da CNE, concedeu uma entrevista à Blu Radio na qual anunciou que esta organização, que, apesar do nome, não é composta por juízes mas sim por representantes dos principais grupos do Congresso, se reunirá amanhã, quarta-feira, para estudar a carta enviada pelos chefes dos órgãos de controle.

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