novembro 30, 2025
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Arquivo – Bandeira do Cazaquistão.

– Europa Imprensa/Contato/Maxim Konstantinov

MADRI, 30 de novembro (EUROPE PRESS) –

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão condenou este domingo o ataque ligado à Ucrânia às infraestruturas do Caspian Pipeline Consortium (CPC), uma empresa cazaque que exporta petróleo através do Mar Cáspio, que foi forçada a cessar as suas operações.

“O Ministério das Relações Exteriores da República do Cazaquistão protesta em conexão com outro ataque direcionado à infraestrutura crítica do Consórcio Internacional do Oleoduto do Cáspio nas águas do porto de Novorossiysk”, disse o departamento do Cazaquistão em comunicado na rede social “X”.

Neste sábado, diversas embarcações não tripuladas atacaram o terminal de cargas do Consórcio, levando à suspensão das operações e impedindo a entrada de navios cargueiros. Não houve feridos ou vazamentos de óleo como resultado do ataque.

“O Consórcio do Oleoduto Cáspio une as maiores empresas de energia da Rússia, dos EUA, do Cazaquistão e de vários países da Europa Ocidental. Acreditamos que um ataque ao Consórcio do Oleoduto Cáspio (CPC) também ameaça os interesses dos seus países membros”, afirmou a empresa num comunicado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão afirmou que o incidente “prejudica” as relações entre a Ucrânia e o Cazaquistão e pediu ao governo liderado por Vladimir Zelensky que tome medidas “concretas” para garantir que ataques deste tipo não voltem a acontecer.

Tal como a petrolífera, o governo cazaque sublinhou que este é o terceiro “ato de agressão contra um bem civil protegido pelo direito internacional” que danificou as suas infraestruturas.

Ele também enfatizou que o Consórcio é um elemento “fundamental” na manutenção “da estabilidade do sistema energético global”.