O Conselho Geral da Magistratura anunciou terça-feira que irá apreciar “o mais rápido possível” fortalecendo sua competência, necessária para a investigação o acidente ferroviário em Adamuza (Córdoba), que ainda deixa um triste saldo … 41 mortos.
O presidente do Tribunal Superior, Lorenzo del Rio, andaluz, disse esta segunda-feira que, dada a “inevitabilidade”, os referidos reforços serão compostos por um juiz, um advogado do Gabinete de Justiça e vários funcionários, sem prejuízo de futuras petições.
Além disso, informa-se que o Presidente do Supremo Tribunal e a liderança dos juízes estão em constante contacto tanto com o referido Del Rio como com o Presidente do Tribunal de Córdoba e o coordenador nesta província da Rede Judiciária de Peritos em Gestão de Emergências e Desastres, Miguel Angel Pareja, a fim de acompanhar a situação e conhecer as necessidades da Divisão Cível e Investigativa do Tribunal de Instância de Montoro, que poderá ter um órgão judicial competente para investigar o acidente.
Neste momento, a Associação Liberum já apresentou uma queixa junto do referido tribunal na qual pede a acusação de três funcionários públicos (dois da Adif e um da Agência Estatal de Segurança Ferroviária) dependentes do Ministério dos Transportes por crimes relacionados com homicídio por negligência grave, lesões causadas por negligência grave e violação dos direitos dos trabalhadores. O sindicato Manos Liminas também participou da ação pública “para apurar eventual responsabilidade criminal”.