janeiro 14, 2026
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O Pentágono poderia ter cometido crime de guerra passando-se por um avião militar civil, no qual realizou seu primeiro ataque a um suposto navio traficante, que culminou na morte de 11 pessoas. É tão claro A conclusão de uma investigação do jornal norte-americano The New York Times, publicada esta segunda-feira, indica que a administração Trump pode ter cometido uma violação do direito humanitário internacional.

O avião estava Pintado para parecer um navio civil. Suas armas estavam escondidas dentro da fuselagem, e não à vista sob as asas, informou o jornal. Estas ações violariam o direito internacional dos conflitos armados, que proíbe os combatentes de “se disfarçarem de civis, a fim de enganar os seus oponentes para que baixem a guarda e depois os ataquem e matem, um ato conhecido como perfídia“, informou a mídia norte-americana.

O ataque dos EUA foi anunciado pelo presidente Donald Trump numa publicação nas redes sociais de 2 de setembro de 2025, na qual afirmava que os alvos eram membros da organização criminosa Tren de Aragua, “operando sob o controle de Nicolás Maduro”, que consideravam “responsável por massacres, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e atos de violência e terror”.

A Casa Branca confirmou que o almirante americano, por ordem do Secretário de Defesa Pete Hegsethliderou a operação militar de “duplo ataque”, ou seja, atacou o navio duas vezes. “Dois sobreviventes do primeiro ataque pareciam ter parado” o avião secreto, agarrando-se aos destroços de um barco antes que o Exército os matasse no segundo ataque, alegou o Times na sua investigação.

Desde então, outras aeronaves militares reconhecíveis foram usadas para atacar navios, incluindo drones MQ-9 Reaper. Pelo menos 107 pessoas morreram em trinta ataques desde Setembro, dos quais 19 ocorreram no Pacífico oriental, seis nas Caraíbas e cinco em locais desconhecidos.

O New York Times também informou que o Congresso levantou questões sobre “traição” durante briefings fechados com líderes militares, mas não houve discussões públicas sobre o assunto confidencial.

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