A presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, reuniu-se esta quarta-feira com governadores e presidentes de câmara do país sul-americano depois de tomar posse na sequência do ataque militar norte-americano em solo venezuelano que culminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro.
“Chegou a nossa vez de lutar pela Venezuela, não podemos desmaiar, irmãos, irmãs, não podemos desistir“, disse Rodriguez na primeira reunião do ano do Conselho do Governo Federal, que reúne todos os governadores e prefeitos do país, tanto chavistas quanto de oposição, que foi transmitida pelo canal estatal VTV.
O líder chavista insiste que não pode haver outro interesse senão o bem-estar dos venezuelanos.
Rodríguez, que era vice-presidente, assumiu o cargo de chefe do Executivo depois de ser convocado pelo Supremo Tribunal (TSJ) na sequência dos ataques terroristas nos Estados Unidos, que terminaram com a detenção de Maduro e da sua esposa, a deputada Cilia Flores, em Nova Iorque.
Na reunião ele também disse que As receitas do país sul-americano crescerão “37%” este ano, 2026, no momento em que a Casa Branca anunciou acordos entre Caracas e Washington para vender petróleo bruto venezuelano.
Rodriguez observou que esta renda nacional também afetará as regiões do país.
“Vocês terão mais recursos para governá-los e sei que precisam deles”, prometeu às autoridades locais.
Neste sentido, indicou que a distribuição de rendimentos entre os diferentes níveis de governo permanecerá a mesma de 2025: 53% para as comunas, 29% para as províncias, 15% para os autarcas e 3% para “fortalecimento institucional”.
Esta terça-feira, Rodriguez anunciou a importação de 300 milhões de dólares para o país sul-americano, poucos dias depois de a secretária de imprensa da Casa Branca, Caroline Leavitt, ter sublinhado que Acordo de US$ 500 milhões entre Washington e Caracassegundo o qual os EUA venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano e administrariam os rendimentos antes de transferi-los para a Venezuela.
Leavitt confirmou então que o governo encarregado de Rodriguez cumpriu “todas as exigências e solicitações” da administração Donald Trump.