– Julien Mattiat/Le Pictorium via Z/DPA – Arquivo
MADRI, 5 de janeiro (EUROPE PRESS) –
Um tribunal de Paris condenou esta segunda-feira dez pessoas acusadas de perseguir a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, a penas de prisão entre quatro e oito meses através da Internet, a quem acusaram de serem, na verdade, homens.
Os arguidos, oito homens e duas mulheres, foram acusados de fazer comentários “maliciosos” sobre a primeira-dama, o seu género e a sua diferença de idade com o Presidente do país, Emmanuel Macron.
O tribunal considerou agora todos eles culpados de crimes de cyberbullying, embora as suas sentenças tenham sido suspensas, exceto num caso. Segundo informações recolhidas pelo jornal Le Parisien, por não terem antecedentes criminais, não terão de ir para a prisão se cumprirem uma série de regras de conduta.
“Defendo constantemente os adolescentes que lutam contra o bullying, mas, a menos que eu dê o exemplo, será difícil”, disse a primeira-dama em comunicado à rede TF1.
Este caso de assédio estava ligado a uma teoria da conspiração que circula nas redes sociais desde a vitória eleitoral de Macron em 2017, sugerindo que a sua esposa é na verdade uma transexual, nascida com genitália masculina.
Algumas publicações mencionam mesmo alegados crimes de pedofilia, uma das principais razões pelas quais Brigitte Macron decidiu finalmente apresentar queixa.
O procurador Hervé Tetier explicou que os “instigadores” destes comentários foram identificados como a escritora Aurelien Poirson-Atlan, também conhecida nas redes sociais como Zoe Sagan, bem como Amandine Roy e Bertrand Scholler – este último dono de uma galeria de arte que tem mais de 100 mil seguidores no X-. Os restantes sete arguidos foram incluídos na lista de “seguidores” destes três.
Todos continuam a defender as suas ações e a confiar na liberdade de expressão, no que chamaram de um simples ato de “humor” e “sátira”. Assim, garantiram que “não cometeram cyberbullying”, mas sim aderiram à “liberdade de expressão”.