janeiro 31, 2026
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Poucos lutadores chegam ao UFC. Ainda menos pessoas têm a oportunidade de competir pelo cinturão mundial. Diego Lopez não só conseguiu isso, mas ganhou duas entradas em menos de três anos. Desde que ingressou na empresa, sua carreira Foi vertiginoso. Em apenas três temporadas, o brasileiro radicado no México passou de uma estreia com cinco dias de antecedência na maior liga de artes marciais mistas (MMA) do mundo para duas lutas pelo título dos penas de 145 libras (145 libras). No UFC 325, ele terá revanche contra Alexander Volkanovski, uma segunda chance de assumir o trono da categoria.

Lopez começou a treinar artes marciais desde muito jovem, seguindo os passos de sua família no jiu-jitsu brasileiro. Durante muitos anos esta disciplina foi a sua única ocupação. O MMA só fez parte de seus horizontes imediatos aos 18 anos. Seu irmão o inscreveu para uma luta profissional de artes marciais mistas sem aviso prévio.. Lopez não treinou MMA. Mesmo assim, ele concordou. Aos 17 anos estreou-se profissionalmente, vencendo. Depois de acumular um recorde de 7-2 no Brasil, aos 19 anos recebeu uma oportunidade de mudança de vida: viajou para o México para ensinar Jiu-Jitsu Brasileiro.

Em terras mexicanas, Lopez completou seu treinamento como lutador de pleno direito. Ele se agarrou às vitórias até alcançar um sólido recorde de 14-3 e uma chance pelo cinturão da LUX Fight League.. Ele ganhou o título e o defendeu duas vezes.consolidando-se como um dos nomes mais respeitados regionalmente. Esse domínio chamou a atenção do Contender Series de Dana White em 2021. Porém, essa oportunidade não correspondeu às expectativas. Ele perdeu a luta e foi expulso do UFC. Este fracasso foi seguido por outra derrota, que pareceu finalmente atrasar o seu objetivo. Mas duas vitórias consecutivas o colocaram de volta no caminho certo, embora o caminho até a elite parecesse longo.

Depois veio o caos, o terreno onde Diego Lopez provou que estava confortável. Bryce Mitchell desistiu da luta contra Movsar Evloev no UFC 288 e a empresa procurava com urgência um substituto. Aviso prévio de cinco dias. Nenhum acampamento. Contra o número 10 dos penas. Lopez foi o único que concordou. O resultado não foi a carnificina que muitos esperavam. Evloev venceu por decisão, mas teve que passar por uma luta muito difícil. O brasileiro não recuou, pressionou constantemente e esteve perto de finalizar em diversas finalizações. Embora as cartas estivessem contra ele, ele deixou claro que estava pronto para competir no mais alto nível.

O UFC tomou nota. Em menos de um ano, ele fez mais três lutas, todas terminando em vitória no primeiro round. Este último, contra Sodiq Yusuff no UFC 300, confirmou que a empresa confia nele para ser uma parte importante do futuro da categoria até 145 libras. Seu próximo desafio foi Brian Ortega, mas 24 horas após a luta o americano desistiu por problemas de emagrecimento. No mesmo dia, Dan Ige concordou em ajudar. Lopez não se importou. Venceu por decisão unânime, demonstrando mais uma vez sua disposição em aceitar qualquer cenário. O confronto com Ortega acabou por acontecer. Desta vez Lopez dominou a luta e venceu por decisão, vitória que o colocou diretamente na órbita do título.

Desde que Ilya Topuria desocupou o cinturão, o UFC o colocou ao lado de Alexander Volkanovski. O resultado foi uma guerra brutal. Lopez resistiu até o fim, mas a experiência do australiano foi decisiva para a reconquista do campeonato. O brasileiro não só evitou o rebaixamento, mas mais uma vez demonstrou sua capacidade de dar uma resposta a Jean Silva, que é amplamente visto como um futuro campeão da divisão. Depois de um primeiro round extremamente exigente, Diego Lopez surpreendeu com uma cotovelada que nocauteou Silva, silenciando quem pensava que ele estava derrotado. Essa atuação deu a ele uma segunda chance contra Alexander Volkanovski no UFC 325. Uma segunda chance que poucos têm. A segunda oportunidade que ele tentará não perder.

Referência