janeiro 26, 2026
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A evasão fiscal (IRPF) fez com que o Estado deixasse de arrecadar entre 21.000 e 51.000 milhões de euros em 2022, o que representa entre 19 e 47% do imposto líquido (ou seja, o que deve ser pago ao erário público) ou entre 1,5 e 3,7 pontos do produto interno bruto (PIB) da economia espanhola nesse ano.

O estudo da Fedea, publicado esta segunda-feira, calcula dados sobre a lacuna fiscal (rendimentos não declarados no imposto sobre o rendimento das pessoas singulares) em 15 comunidades de regime geral entre 2003 e 2022, comparando as remunerações registadas pelo Tesouro dos declarantes e não declarantes com os rendimentos reais das famílias de acordo com o Gabinete Regional de Contabilidade de Espanha.

Um relatório dos investigadores da Universidade de Saragoça, Jaime Valles e Anabel Zarate, observa uma melhoria no cumprimento das obrigações fiscais desde a viragem do século. Depois foram declarados cerca de 70-75% do rendimento real, os números cresceram para cerca de 80-85%. Globalmente, apesar deste aumento em termos relativos, não foram anunciados 112 mil milhões de euros para 2022.

“Um volume comparável aos principais itens de gastos do governo”

O estudo calcula o que não seria arrecadado ao longo de duas décadas em dois cenários: um mínimo, utilizando a menor alíquota, e um máximo, utilizando a maior alíquota. “Estes números destacam que, mesmo no cenário mais conservador, o défice orçamental no imposto sobre o rendimento das pessoas singulares representa um nível de recursos comparável ao de algumas das principais rubricas de despesa pública, sublinhando a importância deste fenómeno do ponto de vista das finanças públicas e a necessidade de o abordar”, observam. grupo de reflexão.

Remuneração do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares proveniente de diversas fontes. As empresas trabalhistas “mantêm um alto nível de cumprimento fiscal” (cerca de 90%), enfatizam os pesquisadores, graças às deduções na folha de pagamento aplicadas pelos empregadores.

Mas os maiores “desafios” para os cofres públicos provêm dos rendimentos da atividade económica e do capital imobiliário, onde a correspondência foi de cerca de 54% em 2022, e do capital móvel (como rendimentos de dividendos ou ações), que foi de cerca de 58,1%.

Utilizando o intervalo de 2022, a maior fraude em termos absolutos esteve relacionada com rendimentos de atividade económica ou capitais imobiliários: de 10.230 a 26.255 milhões (48,2% do total), consoante se assuma uma taxa de imposto mínima ou máxima. Eles são seguidos pelos trabalhadores (de 8,374 milhões para 21,428 milhões, 40,3%), de onde provém a maior parte das receitas fiscais; e capital móvel (de 2.445 para 3.346 milhões, 11,5%).

O custo final para o tesouro do estado foi reduzido em US$ 10 bilhões com as receitas restauradas por meio das ações da Receita Federal. No total, isto ascendeu entre 11,3 e 41,3 mil milhões de euros, o que representava então entre 0,8 e 3% do PIB.

O cumprimento das obrigações fiscais melhorou em todas as comunidades: mais nas Ilhas Canárias, Ilhas Baleares, Andaluzia e Castela-La Mancha e mais moderadamente nas Astúrias e Aragão.

Referência