Se o American Film Institute Awards significa alguma coisa, é que todos na sala, de Leonardo DiCaprio e Ryan Coogler a Timothée Chalamet e Ariana Grande, saem se sentindo vencedores.
Esse espírito estava em plena exibição na sexta-feira, quando o AFI Awards reuniu os homenageados de 2026 para um almoço apenas para convidados em Beverly Hills, onde o instituto mais uma vez celebrou a natureza colaborativa do cinema e da televisão, homenageando as equipes criativas, na frente e atrás das câmeras.
Dentro do salão não houve discursos de aceitação no sentido tradicional ou suspense sobre envelopes. Em vez disso, a cerimónia da AFI desdobrou-se como uma série de homenagens cuidadosamente escritas: justificações eloquentes para cada filme e programa de televisão homenageado, seguidas de breves clips concebidos para situar o trabalho do ano num contexto cultural e artístico mais amplo.
O presidente da AFI, Bob Gazzale, falou para uma sala repleta de estrelas, garantindo que não houvesse perdedores e apenas reconhecimento compartilhado.
A sala refletia esse clima. O cineasta Steven Spielberg foi visto conversando com Coogler, cuja esposa e produtora de “Sinners”, Zinzi Coogler, estava ao seu lado. Enquanto isso, Michael B. Jordan trabalhava na sala, trocando abraços e apertos de mão com outros homenageados e convidados, incluindo a estrela de “Bugonia” Jesse Plemons e o ator de “Task” Mark Ruffalo. Os cineastas James Cameron e Guillermo del Toro se cumprimentaram.
Perto dali, DiCaprio estava ao lado do co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, e dos atores Benicio del Toro e Edward James Olmos. Chase Infiniti olhou de sua mesa, observando seus colegas de elenco de “One Battle After Another” antes do show começar.
No tapete vermelho, com o ator de “Death by Lightning” Nick Offerman ao seu lado, George Clooney partilhou gargalhadas com um fotógrafo, contribuindo para o tom descontraído que se manteve ao longo da tarde. Após o evento, Infiniti e Jordan se encontraram para um abraço e uma breve conversa, um momento de silêncio que ressaltou a camaradagem na sala.
Os filmes premiados incluem “Avatar: Fogo e Cinzas”, “Bugonia”, “Frankenstein”, “Hamnet”, “Jay Kelly”, “Marty Supreme”, “One Battle After Another”, “Sinners”, “Train Dreams” e “Wicked: For Good”.
Os programas de televisão reconhecidos foram “Adolescent”, “Andor”, “Death by Lightning”, “The Diplomat”, “The Lowdown”, “The Pitt”, “Severance”, “The Studio” e “Task”.
A cerimónia foi encerrada por Carol Burnett, que entregou a bênção anual da AFI, celebrando as conquistas dos homenageados enquanto refletia sobre o seu amor ao longo da vida pelo cinema e pela televisão.
“Nunca perdi o profundo respeito e amor que tenho por todas as histórias que contamos através do cinema e da televisão e por todos aqueles que estão atrás e na frente das câmeras”, disse Burnett. “A colaboração criativa sempre esteve no centro do nosso trabalho e a AFI nos une a todos. O mundo é um lugar melhor por termos ouvido as suas vozes.”
O almoço também contou com a montagem de vídeo March of Time, marca registrada da AFI, um olhar abrangente sobre os marcos do cinema e da televisão de décadas passadas, situando os homenageados deste ano na evolução da história do meio.