– Europa Imprensa/Contato/Sra. Zachary Willis/Aéreo dos EUA
MADRI, 18 de janeiro (EUROPE PRESS) –
Os militares dos Estados Unidos pediram publicamente às forças governamentais sírias que ponham fim à ofensiva que lançaram nas últimas horas contra as milícias árabes-curdas no nordeste da Síria, aliadas dos norte-americanos na sua luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico.
Num comunicado, o Comando Central do Exército dos EUA apelou às partes em conflito para reduzirem as tensões o mais rapidamente possível, dado que a operação internacional contra as células itinerantes do Estado Islâmico na Síria ainda está em curso e é necessária uma cooperação ininterrupta.
“Apelamos às forças do governo sírio para cessarem todas as atividades ofensivas entre Aleppo e al-Taqba”, disse o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, num comunicado divulgado no final do sábado, pouco antes de o exército sírio anunciar a sua entrada nesta última cidade.
A retoma do conflito nas últimas horas entre o exército e o GSS (o “exército” não oficial da região semi-autónoma do norte e leste da Síria) representa um fracasso nas negociações de integração entre as autoridades de Damasco, lideradas precisamente pelo antigo jihadista Ahmed al-Shara, e a Administração Autónoma do Norte e Leste da Síria (ANES).
“A perseguição agressiva do Estado Islâmico e a aplicação incessante de pressão militar que isso implica requerem a colaboração dos parceiros sírios e a coordenação com as forças dos EUA e internacionais”, lembrou o almirante Cooper.
“Estar a Síria em paz consigo mesma é essencial para a paz e a estabilidade na região”, conclui o chefe do CENTCOM.
NEGOCIAÇÕES DE ALTO NÍVEL
Fontes da AANES confirmaram à rede pan-árabe Al Jazeera nas últimas horas que Al Shara teve uma conversa telefónica “positiva” com o comandante do GSF, Mazloum Abdi, para tentar pôr fim aos combates o mais rapidamente possível.
A urgência da situação levou ao facto de, novamente de acordo com fontes oficiais sírias online, ser possível que Al Shara e Abdi se reúnam em Damasco não antes de hoje, na presença do enviado especial de Trump, Tom Barrack, que visitou o vizinho Curdistão iraquiano no passado sábado.