A festa no chamado squat hotel de San Blas, um antigo complexo de lofts construído às margens da rodovia A-2, terminou por volta das três da manhã, depois que vários jovens decidiram resolver suas diferenças com golpes; qualquer coisa, … Infelizmente, isso é uma ocorrência comum aqui. Mas desta vez a situação não teria piorado se não fosse o roubo de uma carteira, cujo dono, um dos participantes da briga, tentou devolvê-la. E quase lhe custou caro quando foi esfaqueado por um grupo de ladrões.
Os fatos aconteceram na rua Lola Flores, número 3, onde a primeira briga terminou com uma das partes fugindo de um prédio em ruínas. Mas em algum momento da fuga, a vítima percebeu que não estava com a carteira, então decidiu refazer os passos e ir novamente ao ponto perigoso. Lá, os três responsáveis pelo roubo não só não o devolveram como também decidiram continuar o ataque até que um deles o esfaqueou com uma faca na altura lateral.
Após ser notificada, a Proteção Civil de Samura encontrou a vítima, de 33 anos, de origem peruana, caída no chão com um ferimento penetrante no peito, obrigando os médicos a levá-lo ao hospital em estado grave. Ao mesmo tempo, agentes da Polícia Nacional descobriram que os três agressores tinham abandonado o local, atravessando a pé todas as faixas da autoestrada A-2 em direção à zona de Ortaleza. Lá eles foram descobertos e detidos, acusados de roubo com violência e, no caso do autor do esfaqueamento, tentativa de homicídio. São três homens peruanos de 28, 30 e 38 anos.
Foco no Conflito
Em apenas dois anos, foram registrados dois assassinatos neste hotel ocupado: um sequestro por um dos assassinos de Sandra Palo, a doce morte de uma venezuelana que inalou monóxido de carbono do gerador que a aquecia, vários esfaqueamentos e uma guerra oculta pelo controle dos apartamentos usurpados.
A situação alarmante é que por trás do aparentemente bom estado de alguns apartamentos, ruínas se estendem por todo o perímetro: paredes e tetos falsos são arrancados, móveis e utensílios domésticos são quebrados e, após a passagem de grafiteiros, vários afrescos e grafites. Além disso, há relatos de furtos dentro da garagem (que já foi inundada com esgoto) e ninguém a usa mais. E não faltam casos de reviravoltas de casas, com algumas pessoas cobrando outras para usurpá-las, e tentativas de assumir ilegalmente as luzes dos hotéis vizinhos.