No início de 2022, Thiago disse aos seus agentes que era hora de mudar para outro lugar.
O campeão búlgaro Ludogorets, que tentou contratá-lo na temporada anterior, voltou com uma nova oferta e garantiu um acordo.
“No futebol, muitas pessoas tentam definir caminhos e limites para os outros. Muitas vezes você vê que um jogador passa por um período difícil e é rotulado como um certo tipo de jogador e esse rótulo se torna uma espécie de teto. Eu luto fortemente contra isso”, disse o ex-assistente técnico do Ludogorets, Rafael Ferreira, atualmente no Atromitos na Grécia.
“Acredito que todos têm espaço para crescer, desde que estejam em um ambiente que permita isso. E o Igor Thiago se enquadra em um perfil muito interessante porque tem uma mentalidade muito forte.
“No começo ele não tinha muitos minutos. E o que ele faz? Ele pede para jogar no segundo time. Ele quer jogar. Isso mostra a mentalidade dele: não ficar de mau humor porque não joga, mas procurar alternativas. Quando você trabalha com esse tipo de jogador, costumamos dizer: o céu é o limite.”
A mentalidade de Thiago também se destaca dos companheiros.
“O que eu realmente gostei nele foi que, quando chegava, sempre perguntava aos jogadores mais velhos o que eles achavam que ele poderia melhorar. Achei que isso era diferente nele, até especial”, disse Cauly, ex-meio-campista do Ludogorets que hoje joga pelo Bahia, no Brasil.
“Ele já tinha aquela mentalidade de classe trabalhadora, aquela vontade de continuar melhorando. E um jogador com seus atributos físicos… já sabíamos que de alguma forma isso tinha que funcionar para ele como atacante”.
Não foi nenhuma surpresa que, depois de apenas uma temporada completa e vinte gols depois, ele estivesse a caminho do Club Brugge, na Bélgica.
“Às vezes ele chegava, não sei, cinco ou 10 minutos de jogo, chegava e marcava. Era como se ele tivesse algo nele… como se sua energia atraísse coisas boas”, acrescentou Ferreira.