fevereiro 7, 2026
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Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Jorge Rodríguez

– ASSEMBLÉIA NACIONAL DA VENEZUELA

MADRID, 6 de fevereiro (EUROPE PRESS) –

O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, estimou que todos os presos políticos poderão ser libertados “o mais tardar” na próxima sexta-feira, assim que a lei de amnistia for aprovada em segunda leitura pelos deputados.

“Esperamos que entre a próxima terça e sexta-feira, o mais tardar, todos sejam libertados”, disse durante uma visita a um centro de detenção conhecido como Zona 7 da Polícia Nacional Bolivariana, localizado no distrito capital de Caracas.

Rodríguez, que chegou ao local acompanhado do presidente da comissão responsável pela condução das consultas sobre a lei de anistia, deputado Jorge Arreas, disse que “o perdão não suscita quaisquer reservas”.

“Nestes tempos difíceis que vivemos, temos de ser justos, pedir perdão e também perdoar”, afirmou o presidente do parlamento nas redes sociais, onde publicou um vídeo seu abraçando familiares de presos políticos.

Isto acontece depois de a Assembleia Nacional ter aprovado em primeira leitura a chamada Lei de Amnistia para a Coexistência Democrática, que prevê a libertação de presos políticos detidos entre 1999 e 2026, incluindo os detidos por protestos após as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

A legislação que exclui crimes que envolvem violações graves dos direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio premeditado, corrupção e tráfico de droga deve ser aprovada em segunda leitura para entrar em vigor.

Gonzalo Himiob, fundador da organização não governamental Foro Penal, especializada em monitorar a situação dos presos políticos no país, observou que “classificar inicialmente a anistia como um ‘ato de clemência’ a desvaloriza”.

“As amnistias não são isso, não colocam ninguém na posição de 'perdoar'. Implicam uma recusa de exercício do poder punitivo do Estado, que abrange os casos já concluídos e os que estão pendentes”, defendeu nas redes sociais, referindo-se às condições em que a legislação foi determinada pelas autoridades chavistas.

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