janeiro 22, 2026
6970f76d916187-76006526.jpeg

O advogado de Julio Iglesias não descarta recorrer ao Tribunal Constitucional para proteção contra possíveis violações dos direitos do seu cliente no âmbito da investigação que o Ministério Público dirige contra ele por crimes de violência sexual e tráfico de pessoas. É o que afirma o advogado criminal José Antonio Choclan em sua carta, na qual lamenta que os direitos fundamentais de seu cliente tenham sido violados porque não lhe permitiu comparecimento na investigação pré-julgamento por instrução do Ministério Público do Tribunal Nacional.

Choklan e o Ministério Público trocam cartas desde segunda-feira, quando o advogado exigiu o comparecimento do seu cliente na investigação, que ainda não está em tribunal, mas está nas mãos do Ministério Público. Perante a recusa do Ministério Público em admitir a sua interferência na investigação, o advogado alertou esta quarta-feira que poderá procurar proteção no Tribunal Constitucional. Esse é o caminho que Choklan considerou ao saber da decisão do Ministério Público, que não sujeito a ação.

“Percebendo a irrecorribilidade do decreto, reservamos a execução das ações que forem realizadas em pedido de proteção constitucional adequada direitos fundamentais que consideramos violados” inclui o texto que acessou 20 minutos esta quarta-feira.

O Tribunal Constitucional, situado fora da jurisdição normal, tem entre as suas funções a protecção das violações dos direitos e liberdades reconhecidos pela Carta Magna. Esta função faz parte do tratamento de recursos de amparo como o que está sendo interposto atualmente pelo advogado de Julio Iglesias, pelo menos conforme explicado em sua última carta.

O advogado interpreta que a negação do seu comparecimento à investigação ou do acesso à denúncia que lhe foi apresentada pode implicar uma violação do direito de defesa de Julio Iglesias. Isto fica claro na primeira carta que enviou na segunda-feira, na qual pedia para comparecer e arquivo de ação.

No documento, Choclan argumentou que o Ministério Público espanhol não tem competência para investigar denúncias de alegados crimes cometidos no estrangeiro contra vítimas que não têm nacionalidade espanhola. Não sem antes verificar a impossibilidade de processar os supostos crimes nos países em que foram cometidos – a República Dominicana e as Bahamas.

O advogado expressou-o nas seguintes palavras: “O direito de defesa exige a possibilidade de agir a partir deste momento e de expor, como nós, as razões pelas quais consideramos que os tribunais espanhóis (e, consequentemente, o Ministério Público do Tribunal Nacional) não têm competência para investigar o facto relatado”.

Seus pedidos foram rejeitados pelo Ministério Público, que tem uma visão diferente das coisas. Segundo o Ministério Público, a fase pré-julgamento do processo não permite que Iglesias tenha acesso à investigação, que ainda permanece secreta. “Estamos no momento inicial em que à primeira vista temos que definir a competição Tribunal Nacional para apurar os fatos”, disse a promotoria, rejeitando assim o pedido de Iglesias.

Na carta, o ministério acrescenta que o comparecimento do artista poderá ser permitido assim que for determinado que o Tribunal Nacional pode ouvir o caso e quando ele for acusado, se esse momento chegar.

Referência