janeiro 19, 2026
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Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva

– Europa Imprensa/Contato/Lúcio Távora

MADRI, 18 de janeiro (EUROPE PRESS) –

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, apelou à “superação das diferenças ideológicas” no contexto da recente intervenção militar dos EUA para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro, uma ação que ele criticou por usar a força.

“Nossos países devem lutar por uma agenda regional positiva que possa superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e expandir o comércio dentro da região e com países fora dela”, enfatizou Lula em coluna publicada no New York Times.

Tudo isto para mobilizar recursos “tão necessários para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as alterações climáticas”.

Lula argumentou que “o uso da força nunca nos aproximará desses objetivos”, e por isso criticou a intervenção militar dos EUA na Venezuela, que representa “a primeira vez em mais de 200 anos de história independente que a América do Sul foi diretamente atacada pelos Estados Unidos”, embora lembre que “as forças dos EUA já intervieram anteriormente na região”.

Os bombardeamentos e a invasão de Caracas pelos EUA, em 3 de Janeiro, “são um lamentável novo capítulo na contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”, criticou. Isto constitui “outro ataque à autoridade das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança”.

“Quando o uso da força para resolver disputas passa de excepção a norma, a paz, a segurança e a estabilidade globais estão em risco”, repreendeu.

Para Lula, é “extremamente importante” que os líderes das grandes potências “entendam que um mundo em constante hostilidade não é sustentável”. “Não importa quão fortes sejam estas forças, elas não podem confiar apenas no medo e na coerção.”

Assim, ele acredita que o futuro da Venezuela e de qualquer outro país deve estar nas mãos do seu próprio povo. “Somente um processo político inclusivo liderado pelos venezuelanos levará a um futuro democrático e sustentável.”

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