janeiro 10, 2026
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Arquivo – A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado durante uma marcha em Caracas.

– Europa Imprensa/Contato/Jimmy Villalta – Arquivo

MADRI, 9 de janeiro (EUROPE PRESS) –

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, qualificou a libertação de vários presos anunciada esta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, de “um ato de restituição moral” e garantiu que “não descansaremos até que todos os presos sejam libertados”.

“Aproveite este momento como um ato de reparação moral. Como uma confirmação de que seu interesse não foi em vão”, disse ele em mensagem de voz transmitida em sua conta na rede social.

Machado desejou-lhes que “este dia lhes traga um pouco de paz”. “Que a alegria seja serena e firme. E que toda a Venezuela, ao ver-vos, cada um de vós, perceba que a dignidade sabe esperar e triunfar”, acrescentou num dia em que sublinhou que “a verdade, perseguida e reprimida durante anos, consegue irromper, apesar da arbitrariedade, da crueldade e do medo”.

“Nada traz de volta anos roubados, noites longas ou ausências irreparáveis. Mas este dia importa porque reconhece o que sempre soubemos. Esta injustiça não durará para sempre. E que a verdade, ainda muito ferida, acabará por irromper”, enfatizou.

“Durante muitos meses, muitos anos, até décadas, as vossas famílias suportaram uma sentença cruel. Não houve registo de espera, de silêncio (…) Vocês foram a força quando a liberdade era escassa.

Foi assim que a oposição reagiu à declaração do Presidente Rodrigues, que qualificou esta medida como um gesto “em busca da paz” e agradece ao ex-Presidente do governo espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero, ao Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e às autoridades do Catar pela mediação.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol confirmou posteriormente que entre as pessoas afetadas por estas medidas estão cinco cidadãos espanhóis, incluindo um com dupla cidadania: os bascos Andres Martinez Adazme e José María Basoa Valdovinos; o marinheiro canário Miguel Moreno Dapena; o valenciano Ernesto Gorbe Cardona; e a ativista hispano-venezuelana Rocío San Miguel.

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