A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl foi mais do que apenas música. Não foi apenas política. É claro que este não era um cenário de costumes latinos. Foi uma celebração alegre da latinidade, da humanidade, dos migrantes, da língua espanhola e uma declaração entusiástica de que não têm de pedir desculpa ou esconder-se atrás disso. Foi uma alternativa comemorativa e devastadora a um governo dos Estados Unidos que promove o ódio e a supremacia branca. Benito Antonio disse o seu nome verdadeiro, disse: “Somos e pertencemos”, sem necessidade de que alguém nos integre ou nos dê permissão para existir.
Tendo como pano de fundo os comentários odiosos do mesquinho impiedoso e todo o seu ecossistema de estômagos agradecidos, uma música jubilosa que olha nos olhos com dignidade. Bola de neve, cana-de-açúcar e plantações que trouxeram lembranças ruins de crianças equatorianas sendo presas, pessoas sendo baleadas, migrantes sendo barricados e morrendo de medo. Trump não compareceu após ser vaiado no último episódio. Ainda não foi determinado se o magnata está considerando agora declarar guerra à Liga de Futebol Americano ou comprá-la.