janeiro 29, 2026
fotonoticia_20260129121340_1200.jpg


O chanceler alemão Friedrich Merz fala após uma reunião em Berlim.

– Europa Imprensa/Contato/Bernd Elmenthaler

BERLIM, 29 de janeiro (DPA/EP) –

O chanceler alemão, Friedrich Merz, rejeitou esta quinta-feira os ataques do presidente norte-americano, Donald Trump, à presença europeia no Afeganistão, reafirmando o valor do contingente alemão no país da Ásia Central ao longo dos anos.

“Não permitiremos que esta missão, que também realizamos no interesse do nosso aliado, os Estados Unidos, seja diminuída e subvalorizada”, disse Merz num discurso no Bundestag.

Após as críticas de Trump, a chanceler alemã disse que o serviço militar alemão em missões internacionais no Afeganistão “tem sido e continua a ser valioso”. “Ela representa a nossa liberdade e a paz mundial”, disse, lembrando que 59 soldados alemães morreram nesta operação, que trouxe “muitos anos de maior estabilidade e segurança” ao Afeganistão.

O presidente dos EUA disse numa entrevista que as tropas da NATO foram deixadas “um pouco para trás” durante a invasão do Afeganistão pelos EUA em 2001, sugerindo que a organização militar não estaria à altura da tarefa se o Artigo 5, a cláusula de defesa mútua entre aliados, fosse activado.

As críticas foram repetidas pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que qualificou as declarações de “ofensivas”, enquanto a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reconheceu a sua “consternação” com os ataques americanos, recordando os 53 soldados italianos mortos na operação.

A OTAN activou o Artigo 5.º pela primeira e única vez em 2001, após os ataques às Torres Gémeas e ao Pentágono que levaram à subsequente invasão do Afeganistão.

Referência