janeiro 11, 2026
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O México condenou na terça-feira a linguagem ameaçadora do presidente Donald Trump em relação a outros países após o ataque à Venezuela. Durante uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos, o representante mexicano Alejandro Encinas disse que as ações dos EUA colocam em sério risco a estabilidade e a segurança da região. “Estamos profundamente preocupados com as declarações dos últimos dias que sugerem a escalada ou expansão das hostilidades a outros países da nossa região, ameaçando assim directamente a paz e a estabilidade da América”, alertou.

Encinas referiu-se às declarações feitas pelo presidente dos EUA nas últimas horas, nas quais insinuou ações futuras em países como o México e a Colômbia. Em particular, ameaças diretas contra Gustavo Petro, o presidente da Colômbia, a quem chamou de “valentão” e “pessoa má”.

A sessão extraordinária da OEA foi convocada pelo Presidente do Conselho Permanente da Colômbia, Luis Ernesto Vargas Silva, co-patrocinada pelo México, Chile, Brasil, Guatemala e Uruguai, para tomar medidas urgentes face à agressão dos EUA contra a Venezuela. Na reunião, Alejandro Encinas aproveitou para levantar a posição que a presidente Claudia Sheinbaum havia expressado desde a manhã de sábado contra a intervenção militar e a favor de uma solução pacífica para a crise.

Por sua vez, o representante do México reiterou a sua condenação da intervenção militar de sábado e a sua posição a favor da soberania e da autodeterminação dos povos, que chamou de não vinculativa e inegociável. “A intervenção nunca trouxe democracia, nunca trouxe prosperidade, nunca criou estabilidade duradoura”, disse Encinas, “perturbar este equilíbrio coloca em sério risco a estabilidade política, a segurança da região e o bem-estar das pessoas”.

O México condenou as violações da Carta das Nações Unidas e da Carta da OEA e apelou ao respeito pelo direito internacional, à cessação e à não repetição de actos de agressão contra o governo e ao povo da Venezuela, e a dar preferência a meios pacíficos de resolução de diferenças. “O México reafirma que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, diálogo, negociações e respeito pela vontade do povo venezuelano, sem interferência externa ou tutela”, insistiu o diplomata mexicano.

Encinas declarou a disponibilidade do governo mexicano para apoiar quaisquer esforços para facilitar, mediar ou acompanhar a paz na Venezuela; sempre sob a liderança dos próprios venezuelanos. “A América não pertence a nenhuma doutrina ou poder, pertence a cada uma das nações que a compõem”, acrescentou.

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