janeiro 20, 2026
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Houve um pouso na Roig Arena esta noite. Milo J. e sua turnê “Life Was Shorter”. O jovem artista de Morón (Argentina) apresentou não só um concerto, mas também toda uma história em áudio que contou ao longo da apresentação. 35 canções, demonstrando maturidade de palco, cativaram quase 7.000 pessoas que encheram toda a pista principal do salão valenciano.

O show começou com “Under the Skin”, uma declaração de intenções que mergulhou o público na atmosfera íntima do artista. Após uma introdução marcada pela energia de “Solifican12” e “3 Pecados Later”, o show entrou em seu primeiro grande período de calor melódico.

Alguns dos destaques do primeiro tempo foram “El Bolero” e “Lucia”. Nessas obras, Milo Jay parou o tempo, transformando a vastidão do mundo. Arena Roig num clube de jazz clássico, onde a sua voz, cheia de nuances folk, era um herói absoluto. Além dos gêneros urbanos, Milo mostrou que é um artista de raiz.

O show continuou com músicas como “Niño”, “Llora Llora” e a aguardada “When the Water Boils”, que preparou o cenário para a peça central da turnê: “MAI” e “Life was Short”. Por enquanto, a ligação com o público valenciano atingiu o seu apogeu: o pavilhão iluminado é dedicado às letras introspectivas do argentino.

A reta final foi uma demonstração de ritmo e força. De “Fruto” e “Milagros” a Roig Arena vibrou, atingindo seu apogeu com “Sessões musicais do BZRP nº 57”. Para encerrar uma grande noite, Milo J escolheu a frase “I don’t do traps”, um final simbólico que solidifica a sua identidade de artista que quebra todos os moldes pré-estabelecidos.

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