janeiro 11, 2026
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Angel Garcia Colin morreu este sábado. Era para muitos, uma recomendação profissional; para outros, um amigo fiel e inesgotável; Para quem trabalhou ao lado dele, um professor de vida. Ele era um homem em quem se confiava meu, que me abriu as portas do Grupo Prisa e me ensinou, através de uma combinação única de intuição, generosidade e humor, como navegar no mundo corporativo sem perder minha humanidade. O seu falecimento deixa um enorme vazio, mas também um legado vibrante que continuará a acompanhar-nos.

Angel foi, acima de tudo, um grande homem. Ele tinha uma habilidade natural para ajudar os outros, para encontrar talentos, para construir pontes entre pessoas que nem sabiam que precisavam se conhecer. Ele foi, sem exagero, o melhor relações públicas que você poderia imaginar: afável, acessível, espirituoso, sempre atento aos detalhes que fazem alguém se sentir visto e apreciado. Ele tinha o dom de conectar mundos, construir confiança e fazer com que cada conversa fosse importante.

Aquela extraordinária inteligência emocional que o distinguia em qualquer ambiente não foi o resultado de cursos ou manuais de formação, mas do que aprendeu naturalmente na sua terra natal, Leon, na sua querida Sstirna. Ali, entre a simplicidade, a intimidade e a autenticidade do seu povo, Angel absorveu uma forma de viver no mundo baseada no respeito, na consideração e na cordialidade. Esta origem moldou para sempre a sua forma de comunicar, trabalhar e viver.

Ele gostou muito da vida. Ele conhecia os melhores restaurantes, não os mais caros, mas os mais autênticos. Sempre surpreendeu com vinhos desconhecidos, acessíveis e extraordinários. Ele era um homem de vida no melhor sentido da palavra: um homem que sabia apreciar os prazeres simples, aproveitava cada encontro e encontrava beleza no dia a dia. E como um bom leonês, ele também era um músico excelente: uma mente rápida, um estrategista intuitivo, capaz de ler tabelas da mesma forma que lia pessoas. Em cada jogo ele exibia aquela mistura de travessura, elegância e humor que o tornava único.

Mas o que realmente o distinguiu foi o seu carácter: a capacidade de ter empatia, o que lhe permitiu ser amigo de todos e apoiar muitos nos momentos difíceis. Esta mesma força interior permitiu-lhe lutar durante anos contra uma doença que a princípio parecia durar apenas alguns meses. Ele fez isso com uma dignidade incrível, com um sorriso que nunca desaparecia e com uma serenidade que era desarmante. Até o fim, ele continuou a organizar, a cuidar e a pensar nos outros. Mesmo quando chegou a hora de tomar decisões difíceis, ele o fez com a mesma elegância vital que lhe era característica. Como dizia uma de suas frases mais famosas da “universidade da vida”: “Esse assunto me interessa muito, me deixe fora disso”. E, de certa forma, foi assim que ele se despediu: com cautela, com humor, com a clareza que só tem quem viveu uma vida plena.

Sua carreira profissional foi tão ilustre quanto variada. Em apenas um mês fundou um jornal em Valladolid, promoveu a imprensa regional do Grupo, geriu revistas e tornou-se diretor comercial da Prisa. Onde quer que ele trabalhasse, o sucesso o acompanhava. Seu estilo de gestão baseava-se na delegação de autoridade e na confiança absoluta em sua equipe. Ele disse: “Se você me perguntar tudo, terei que receber o seu salário”. E ainda assim ele nunca deixou ninguém em apuros. Sabia estar presente quando necessário, sabia sair quando necessário, sabia ensinar sem incomodar.

Com ele aprendi quando estar na primeira fila e quando estar atrás, como ler uma sala, como ouvir de verdade, como me tornar um profissional melhor e, acima de tudo, uma pessoa melhor. Aqueles de nós que o conheceram guardaremos para sempre as suas frases, os seus gestos, a sua forma única de compreender a vida.

Mas acima de tudo, o mais importante para Angel sempre foi a sua família: Montse e Guillermo. Apoio para ambos, seu amor e sua presença Eles foram sua força nos momentos mais difíceis. Ele lhes deixa um legado de muito orgulho e um exemplo de vida em que desfrutam de sinceridade, coragem e amor.

Hoje, ao aceitarmos a sua ausência, percebemos que, como ele mesmo diria, é hora de ficar longe. Este era Angel Garcia Colin: discreto, brilhante, generoso, inesquecível.

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