Enrique Beltrán Ruiz, notário detido durante a Operação Titella (fantoche em catalão) como suposto cúmplice do produtor e ventríloquo José Luis Moreno para obter cerca de 50 milhões de euros, foi novamente identificado por outra suposta vítima. Embora não seja processado … Por último, no caso do guru da comunicação televisiva, Beltrán aponta outra empresa como culpada da fraude, cujo valor ascenderá essencialmente a 550 mil euros, excluindo lucros cessantes, danos indiretos ou danos à reputação, o que aumentará o valor total reclamado para 2,1 milhões. Três pessoas são acusadas junto com o cartório, além da própria empresa Verum.
Em denúncia criminal acessada pela ABC, ele é indiciado pelos supostos crimes de fraude continuada agravada, falsificação de documentos, filiação a organização criminosa, apropriação indébita ou, ainda, gestão injusta.
O caso começou quando a Verum Investments abordou a Interlatin. Foi apresentado como “um veículo financeiro de alto nível capaz de fornecer US$ 14 milhões para co-investimento nas operações privadas da Interlatin com a promessa de uma operação conjunta em vez de participação acionária ou dívida”.
A recorrente alega que, para dar à proposta uma aparência de legalidade e seriedade, a Verum realizou a operação através do notário Beltrán. Foi ele quem autorizou o ato público em que foram registrados investimentos conjuntos no valor de US$ 14 milhões. Primeiro, pagará o primeiro milhão em 15 dias e o restante do capital em 30. “A intervenção de Enrique Beltrán”, explica Julen Martínez de Valmaceda Abogados e autor da denúncia, “não foi um elemento adicional, mas sim nuclear, para que a Interlatin pudesse acreditar na veracidade da operação”.
A tal ponto que a empresa supostamente fraudada aceitou os termos e passou a efetuar pagamentos preliminares (de despesas, comissões, apólices, estruturas bancárias…) exigidos pela Verum como etapa preliminar ao recebimento dos recursos. Em suma, os investidores nunca tiveram qualquer “intenção real de completar” o pagamento de 14 milhões, mas usaram este truque para manter os pagamentos anteriores.
Da Verum, apresentaram múltiplas reclamações às suas vítimas, contendo dezenas de e-mails com datas de pagamento que nunca foram recebidos desde janeiro de 2022. Como resultado do engano, a Interlatin alega que “bloqueou as suas oportunidades financeiras e comerciais, perdeu oportunidades de negócios relacionadas e, finalmente, foi até forçada a rescindir contratos comerciais históricos”, como o seu contrato de distribuição com a Hewlett Packard/Keysight.
Os arguidos nunca pagaram 14 milhões, nem sequer o primeiro valor que tiveram de pagar em quinze dias. E no meio de todo este processo, as suas vítimas souberam que “a escritura, aprovada pelo Notário Beltran, foi a pedra angular que deu credibilidade jurídica e económica ao projecto, ao recolher como informação pré-contratual e sob reconhecimento de firma certos termos de investimento (montante, prazos e conta bancária no JP Morgan) que eram falsos”. A sua intervenção, segundo o advogado Julen Martinez, “não só não foi neutra, mas também decisiva, uma vez que a máquina fraudulenta da Verum poderia ser implementada em detrimento da Interlatin”.