janeiro 27, 2026
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A pressão da extrema direita causou um novo terremoto na mídia. Hector de Miguel, conhecido como Keke, decidiu dar um passo atrás em sua carreira após uma intensa campanha de assédio desencadeada por sua personificação de Nacho Abad. E era Javier Ruiz do set Manhã 360 na TVE, que expressou o que muitos temem: “Agora há uma caçada, pessoa por pessoa, nome por nome, e está acontecendo”.

Ruiz, visivelmente chateado, defendeu o direito do comediante de expressar suas opiniões sem ser assediado por isso. “Quando um comediante tem que anunciar onde vai atuar, os mesmos grupos estão à sua espera. Há agitadores, ultragrupos e dinheiro por trás desta campanha de perseguição”, disse ele. O jornalista não se limitou a apresentar os factos, mas enviou um sinal alto e claro ao público: “O alarme antifascista deve soar quando um após outro está a ser perseguido”.

A apresentadora lembrou ainda a recente perseguição à jornalista Sara Santaolalla, que foi seguida de carro por Vito Quiles e outros até sua própria casa. Ruiz não queria que esta situação passasse despercebida: “Isto já não é um problema de rede. Isto é um local de trabalho, isto é uma rua, isto é uma casa. Este medo tornou-se comum”.

Num tom sério e direto, Javier Ruiz fez um apelo urgente: proteger a liberdade de expressão das campanhas organizadas pela extrema direita. “Que ninguém pense que isso é pontual. Isso está errado. Esta é uma estratégia de desgaste, uma caçada, e deve ser interrompida.”

A declaração rapidamente se tornou viral e reacendeu o debate sobre os limites do humor, da liberdade de imprensa e da crescente polarização ideológica em Espanha.

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