Jogadores, para o vestiário. A decisão foi tomada pelo árbitro andaluz José Luis Munuera Montero apenas três minutos após o final do jogo entre Sevilha e Real Betis, aos 87 minutos.
Os jogadores saíram pelo túnel do vestiário Ramon Sanchez-Pizjuan com o placar de 0 a 2, após torcedores atirarem objetos das arquibancadas. Permaneceram ali durante 15 minutos, decidiu o juiz após falar com a Polícia Nacional.
Imediatamente a seguir regressaram ao campo de jogo, onde o dérbi continuou até ao final sem mais incidentes e sem novidades à vista. Resultado final: vitória dos brancos-verdes graças aos golos de Pablo Fornals (54 minutos) e Sergi Altimira (69 minutos). Pelo Sevilla, o atacante Isaac Romero (84 minutos), que entrou como reserva, foi expulso.
Martinez Munuera agiu de acordo com o Protocolo de Incidentes Públicos. Este documento descreve as ações a serem tomadas em caso de lançamento de objetos das arquibancadas, entre outros incidentes. Neste caso, é o juiz quem avalia o grau de perigo.
Enquanto os jogadores estavam fora do campo, a seguinte mensagem foi transmitida pelo sistema de alto-falantes e placa de vídeo Sánchez-Pizjuan: “O Sevilla FC rejeita e condena todos os atos de violência e, em particular, os insultos proferidos no estádio. Incentive e não insulte.”
O acontecimento ocorreu no final do jogo entre as duas equipas andaluzas, correspondente à 14ª jornada da La Liga, que decorreu no domingo, 30 de novembro. Uma espécie de rivalidade entre equipas da mesma cidade, que costuma ser caracterizada pela tensão entre os dois adeptos.
Esta sexta-feira, a Polícia Nacional deteve um total de 14 pessoas envolvidas numa briga em massa entre os ultras do Real Betis e do Sevilha perto do estádio de Nervión. Os detidos usaram vários materiais pirotécnicos e objetos contundentes para atacar uns aos outros.