Ainda COO da Rodalies, Josep Enric García Alemanyum dos dois altos funcionários demitidos abruptamente após o caos ferroviário dos últimos dias na Catalunha já estava no centro da controvérsia durante seu período como gerente da … Empresa Municipal de Transportes (EMT) de Valência.
O engenheiro civil, que assumiu o cargo há menos de um ano, chefiou a empresa que operava autocarros urbanos na capital Turia durante o governo de Joan Ribot, entre 2015 e 2020, altura em que foi despedido devido à forte pressão do PSOE, então parceiro do Compromís nestes poderes, na direcção. Garcia Alemany gozava de grande confiança do então prefeito da Mobilidade, Giuseppe Grezzi.
Um ano antes, no início de setembro de 2019, a EMT sofreu – como resultado do chamado “golpe do CEO” – fraude de quatro milhões de euros. O Tribunal de Contas condenou a então chefe da administração, Celia Zafra, a pagar este valor como “contabilista direta” pelo seu comportamento “negligente”.
Ao longo de vinte dias – e sem qualquer controle de seus superiores – ele autorizou oito transmissões em que criminosos, fazendo-se passar por advogado e falando em nome do próprio Grezzi, o levaram a acreditar que ele participava de uma operação secreta.
“Ao alterar os procedimentos contabilísticos de uma empresa pública, enviou, sem notificar os seus superiores, documentos que lhe permitiram falsificar assinaturas e ordens de pagamento, o que resultou em oito transferências de avultadas somas para uma conta em Hong Kong em nome de empresas estrangeiras desconhecidas”, refere o acórdão ratificado pelo Supremo Tribunal.
O funcionário foi despedido poucos dias depois da descoberta da fraude, quando estava prestes a ser efectuada a nona transferência, o banco deu o alarme e Alemany denunciou à Polícia Nacional. seu Essas foram as únicas demissões isso aconteceu apesar da gravidade do assunto. Ninguém assumiu responsabilidade política.