janeiro 22, 2026
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Ele Centro de Cultura Contemporânea del Carme (CCCC) dá início à nova temporada com a abertura de duas exibições de vídeos que refletem o mundo dos gamers, as relações humanas e a empatia.

É sobre 'Ritual de Renascimento'artista de Alicante Ana Esteve e exposição coletiva'circuito fechado', composta por obras de treze artistas e curadoria de Cayetano Limorte, em cartaz até 5 e 12 de abril, respectivamente.

As exposições foram apresentadas pelo Diretor Geral do Consórcio de Museus de Valência, Nicolás Bugeda, acompanhado por Ana Esteve, Caetano Limorte e um dos artistas do Circuito Cerrado, Kei Uruno.

Bugeda explicou que estes duas amostras de videoarte Reúnem diversas reflexões sobre a experiência virtual, bem como sobre as relações pessoais e a comunicação, e fazem-no a partir de uma perspectiva global, incluindo as próprias experiências do artista e do curador, bem como as perspectivas dos criadores de videojogos e de outros artistas internacionais.

“Ritual de Renascimento” refere-se a um termo usado em videogames para descrever o reaparecimento de uma entidade após sua morte ou destruição quando uma de suas vidas é perdida. O reaparecimento envolve entrar novamente no jogo, reiniciar a ação e continuar a experiência.

“Apesar das evidências de críticas à exposição excessiva aos ecrãs, a exposição oferece também uma perspetiva positiva sobre a capacidade de superar, recomeçando, as relações estabelecidas com os outros na comunidade virtual e no mundo dos gamers”, explicou Ana Esteve.

Através de duas instalações, Esteve oferece um panorama das experiências digitais através da linguagem audiovisual. Assim, “Gamer Dreams” (2025) mergulha o espectador em locais físicos onde acontecem experiências virtuais: um data center, um cyber-gaming café, um centro de competição de e-sports e, por fim, um templo budista, estabelecendo um paralelo entre a experiência digital e a contemplação espiritual.

A segunda obra, “Ritual of Rebirth” (2025), apresenta uma viagem dentro da tela em forma de videoensaio com depoimentos de jogadores que compartilham suas experiências e reflexões sobre o valor da vida em ambientes virtuais.

circuito fechado

Segundo Cayetano Limorte, “Circuito Fechado” oferece “uma meditação sobre os conceitos de empatia, amor e solidão, a partir da ideia do sujeito como um circuito fechado”. “Isto é, como ser perceptualmente fechado, produtor e ao mesmo tempo receptor daquelas camadas de realidade que sua consciência gera”, destacou.

Através da prática da escultura, do desenho, da videoarte e do cinema, treze artistas de diferentes gerações e contextos abordam problemas cuja base filosófica abrange a história do pensamento, do Oriente ao Ocidente, até aos dias de hoje.

O percurso expositivo está dividido em dois níveis. No primeiro, obras de Inma Femenia, Takahiko Iimura, Almudena Lobera, Laura Ramirez Palacio, Kentaro Taki, Manuel Saiz e Kei Uruno exploram a criação do eu, do outro e do real como desenvolvimentos mediados pela linguagem e dispositivos perceptivos.

No segundo, as obras de Marta Asparren, Ana Esteve Reig, EXONEMO, Jean Genet, Aya Momose e Arata Mori confrontam o desejo de ir além deste encerramento, o impulso de sair do círculo, apesar de este gesto conduzir sempre ao surgimento de outra configuração simbólica, de mais uma tentativa de relação que não só não anula a conclusão, mas também a reformula em novos termos.

Residências UPV

No âmbito da colaboração do Consorci de Museus com as universidades públicas de Valência e do apoio a novas ideias criativas, até 1 de fevereiro, poderá ver a exposição “Corrientes Variáveis” de Carla Alcalá Badías, criada na residência artística da Universidade Politécnica de Valência (UPV).

Referência