O líder venezuelano deposto Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores se declararam inocentes de uma série de acusações durante sua primeira aparição no tribunal desde que foram capturados pelas forças dos EUA durante uma operação militar na capital de seu país, Caracas.
Maduro e Flores compareceram por volta do meio-dia, horário local, perante um juiz para uma breve audiência antes do que se espera ser uma prolongada batalha legal sobre se ele pode ser julgado nos Estados Unidos.
Espera-se que os advogados do presidente deposto contestem a legalidade da sua prisão, argumentando que ele está imune a processos judiciais como chefe de Estado soberano, informou a Associated Press.
Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como chefe de estado legítimo da Venezuela após as polêmicas eleições presidenciais de 2024.
Ambos colocaram fones de ouvido para ouvir o procedimento em inglês enquanto era traduzido para o espanhol.
O casal foi transportado sob guarda armada na manhã de segunda-feira da prisão do Brooklyn, onde estavam detidos, para um tribunal de Manhattan.
O presidente venezuelano e a primeira-dama foram sequestrados em Caracas em uma operação complexa no fim de semana.
Após a sua captura, o líder deposto, de 63 anos, foi levado para Nova Iorque sob a acusação de conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
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