janeiro 18, 2026
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15 soldados alemães estacionados na Gronelândia numa “missão de reconhecimento” deixaram o território do Ártico menos de 24 horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado tarifas adicionais sobre os países europeus estacionados na ilha alemã. entre eles, interpretando a sua presença ali como uma ameaça às suas tentativas de anexação.

Um porta-voz do exército alemão confirmou à DPA e à Der Spiegel a retirada de 15 soldados que já se dirigem para a capital dinamarquesa, Copenhaga.

Segundo fontes do jornal Bild, a saída dos soldados ocorreu sem aviso prévio, após terem estado na ilha há menos de 48 horas.

Declaração conjunta

Os governos da Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido emitiram este domingo uma declaração conjunta sublinhando que a sua presença militar na Gronelândia se destina a apoiar a Dinamarca e que “não representa qualquer ameaça para ninguém”.

“Como membros da NATO, queremos reforçar a segurança no Ártico, que é um interesse transatlântico comum. As manobras coordenadas da “Resistência Ártica” dinamarquesa, realizadas em conjunto com os aliados, satisfazem esta necessidade. “Não representam ameaça para ninguém”, explicaram oito países.

“As tarifas prejudicam as relações transatlânticas e podem levar a uma espiral perigosa. Continuaremos unidos e coordenando as nossas ações. Defendemos a nossa soberania”, enfatizaram os oito países signatários.

Referência