A Promotoria do Tribunal Nacional se opôs ao acolhimento da denúncia apresentada pela Associação Liberdade e Justiça contra o Ministro dos Transportes Oscar Puente em conexão com o acidente ferroviário ocorrido em 18 de janeiro em Adamuza (Córdoba), que matou 46 pessoas.
O chefe do Tribunal Central de Instrução nº 6, Antonio Pina, pediu ao Ministério Público que apresentasse um relatório antes de decidir o que fazer com a denúncia. Como a Cadena SER avançou e fontes jurídicas confirmaram o EL PAÍS, o Ministério de Estado propõe rejeitá-la completamente. Em primeiro lugar, argumenta que o Tribunal Nacional não é um tribunal competente, uma vez que Puente tem o direito de recorrer ao Supremo Tribunal devido à sua qualidade de ministro, pelo que qualquer processo criminal contra ele deve ser julgado pelo tribunal superior. Em segundo lugar, destaca que o caso já está sob a jurisdição do Juizado de Instrução nº 2 de Montoro (Córdoba), que iniciou o processo logo após a ocorrência do incidente.
O juiz Piña terá agora que decidir como tratar a denúncia, que acusa Puente de supostos crimes como homicídio culposo, negligência, lesões corporais e prevaricação. Fontes legais dizem que é provável que o instrutor se junte aos promotores e desista do caso.