janeiro 23, 2026
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O ministro dos Transportes, Oscar Puente, publicou esta sexta-feira várias fotografias do comboio Irio envolvido no trágico acidente do comboio Adamuz, no qual morreram 45 pessoas. Nessas imagens, que correspondem ao vagão número 7 do trem, danos materiais significativos são visíveiscausada pelo “golpe brutal” que Alvia sofreu, segundo o ministro.

“Todos os dias escolho uma coisa ultrajante e nego. Esta é a filmagem do impacto brutal na parte dianteira esquerda do carro nº 7. Por que essas pessoas dizem essas coisas?– O que você precisa? Puente escreve em post que acompanha as imagens. Assim, o responsável dos Transportes tenta “refutar” algumas teorias que circulam nas redes sociais e nos meios de comunicação social que sugerem que não houve colisão entre dois comboios.

A verdade é que uma das hipóteses que está a ser considerada é a de que o Irio descarrilou no momento em que atravessava o Alvia e acertá-lo de lado, não de frentefazendo-o descarrilar e cair em um aterro. Esta hipótese difere da inicialmente considerada, que indicava que o Alvia colidiu frontalmente com os carros Iryo que haviam invadido a sua pista após o descarrilamento.

A teoria de um impacto lateral em vez de frontal é parcialmente confirmada pelo depoimento do motorista Iryo, que desconhecia a influência de Alviabem como na história de alguns passageiros que viajavam no Iryo e também não perceberam a suposta colisão frontal.

“Eu estava no carro nº 5 “Iryo”. Poucos segundos depois de notar o tremor e ver o carro nº 6 balançando, o Alvia passou a toda velocidade. Não foi uma colisão, mas uma colisão. Nessa velocidade, os dois trens perderam o equilíbrio.. Havia cinco carros antes do motorista”, escreveu um dos supostos passageiros no Twitter.

“100%. Eu estava um pouco atrás de você e pronto. É impossível o motorista perceber mesmo que não soubéssemos. Sabíamos que íamos sair dos trilhos, ele se moveu, balançou e vimos outro trem passar. Mas quando fomos filmados, “Alvia” não estava visível”, respondeu outro suposto passageiro do “Iryo”.

“Todos. Se ele tivesse nos atingido diretamente, não estaríamos aqui”, conclui o primeiro passageiro desta conversa.

O Ministério dos Transportes informou desde o primeiro momento colisão frontal de ambos os trensComo pode ser visto num comunicado divulgado no dia seguinte à tragédia: “Ambos os comboios viajavam a aproximadamente 200 km/h na altura, resultando numa colisão muito violenta entre as carruagens descarriladas na traseira do comboio Irio e o comboio Alvia da frente”.

A investigação ainda está em andamento e teremos que aguardar as conclusões do relatório. reconstruir o acidente e determinar as razões exatas que causaram isso.



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