janeiro 16, 2026
balizav16-kCRB-1024x512@diario_abc.jpg

Novo farol V16 -O novo mecanismo de sinalização para veículos imobilizados, obrigatório a partir de 1º de janeiro, pode se tornar uma faca de dois gumes para motoristas envolvidos em acidentes rodoviários.

Este progresso tecnológicodesenvolvido Direcção Geral de Trânsito (DGT) para reduzir colisões na estrada, permite que os veículos acidentados direcionem seu localização exata da plataforma DGT 3.0. No entanto, a Guarda Civil descobriu que Esse mesmo recurso de geolocalização é utilizado por redes organizadas. cometer um novo tipo de fraude.

Criminosos conhecidos como guinchos piratas interceptam sinais ou monitoram ocorrências para chegar ao local antes do serviço oficial de assistência rodoviária contratado pelo usuário. Se o incidente tivesse ocorrido à noite e numa estrada secundária, o risco teria sido ainda maior.

O sistema se torna uma porta aberta para acesso não autorizado

Ele alerta sobre isso em entrevista a esta publicação. Rafael Lopesengenheiro de segurança especializado em segurança de e-mail da Check Point Software, que alerta que Acesso à chave API O uso de faróis V16 representa um risco significativo para a segurança do motorista.

Essas chaves representam credenciais técnicas que permitir que você autentique e autorize o acesso à plataforma DGT 3.0responsável por gerenciar as comunicações entre balizas e o sistema viário. Sua função é restringir o acesso a informações sensíveis, como localização de veículos com acidentes na estrada em tempo real. No entanto, quando estas credenciais não estão devidamente protegidas ou são partilhadas com partes não autorizadas, o sistema torna-se uma porta aberta ao acesso não autorizado.

  • Geolocalização (DGT 3.0): Envia automaticamente a localização do veículo para a DGT e outros motoristas por meio de barras de navegação ou aplicativos.

  • Conectividade da Internet das Coisas: Use tecnologias como NB-IoT ou LTE-M para transferir dados.

  • Homologação: A caixa deverá estar gravada com um código alfanumérico (ex. LCOE, IDIADA).

  • Luz LED 360°: alta intensidade, visível acima de 1 km, cor amarela automática.

  • Ativação rápida: Fácil de usar dentro do carro, com base magnética no teto.

  • Autonomia: bateria com vida útil mínima de 18 meses, ativa por pelo menos 30 minutos.

Isto representa um sério problema de segurança porque converte informações sensíveis, como a localização de veículos parados na estrada, em dados publicamente disponíveis. Além de violar a privacidade dos motoristas, “facilita a prática de fraudes, como o envio de guinchos piratas ou a segmentação de veículos para roubos oportunistas”.

O que exatamente um terceiro não autorizado pode ver se obtiver acesso a essas chaves?

Este acesso permitiria identificar não só a posição dos veículos parados, mas também o tipo de incidente que os imobilizouseja isso avaria ou acidente. “Embora esta informação não contém dados pessoais diretos, como nome ou número da placapermite a localização precisa dos veículos parados, expondo os motoristas a riscos reais de fraude ou abuso por parte de terceiros mal-intencionados”, explica um especialista em segurança cibernética que investiga os riscos reais que os motoristas enfrentam quando sua localização é exposta.

A DGT garante que os seus sistemas apenas transmitem coordenadas anónimas, sem referência ao número da matrícula ou à identidade do condutor. O problema é que ao localizar o farol com tanta precisão, ele pode não ser utilizado para esse fim.

“O principal risco é que criminosos, como redes informais de guinchos ou grupos criminosos envolvidos no roubo de veículos parados, consigam identificar com alta precisão a localização dos veículos sinistrados”, explica o especialista, que coincide com o argumento da associação da guarda civil JUCIL: “O dispositivo apresenta total inoperabilidade e abre portas perigosas para crimes de roubo de veículos ou bens, aproveitando-se da situação de isolamento e vulnerabilidade em que o motorista fica, muitas vezes, no meio do nada.”

O especialista afirma que para evitar os cenários citados acima é recomendável estabelecer um controle mais rígido sobre as chaves de API. “Cada fabricante ou entidade autorizada deve ter credenciais únicas protegidas por sistemas de autenticação fortes. O controlo de acesso contínuo, juntamente com auditorias periódicas, identificará tentativas de intrusão ou utilização indevida”, afirma Lopez, esclarecendo que estas medidas não só garantirão a integridade da informação armazenada na plataforma DGT 3.0, mas “também manterão a confiança dos utilizadores neste novo sistema de segurança rodoviária”.

Recomendações da Guarda Civil contra possíveis fraudes com o farol B-16

Em caso de possíveis novos casos de fraude, a Guardia Civil destaca que é aconselhável manter a calma na hora de ativar o aparelho e avisa uma vez ativado entre em contato diretamente com a assistência rodoviária. Se chegarem ao local de uma avaria ou acidente, devemos solicitar identificação oficial e verifique se esses dados correspondem aos dados fornecidos pelo serviço na chamada anterior.

Além disso, a forma de pagamento é importante para identificar se estamos sofrendo algum golpe de “torneira pirata”. As seguradoras nunca exigirão pagamento antecipado, pois a gestão é feita através da cobertura da apólice. Outro aspecto da desconfiança na ajuda é a insistência do condutor do guincho em levar o carro à oficina sem o nosso consentimento.

Referência