janeiro 11, 2026
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Na verdade, a NATO nunca foi o problema. Sempre foi defendido, e com muita legitimidade, por diversas posições de esquerda, até mesmo por algumas posições conservadoras não alinhadas, que nunca se desequilibraram devido ao anticomunismo da Guerra Fria, à não entrada ou à instabilidade de Espanha na Aliança Atlântica, porque apenas servia os interesses dos Estados Unidos, e eles tinham em grande parte razão. O autor desta coluna também defende esta posição, percebendo que após a dissolução do Pacto de Varsóvia em 1991 não havia razão para continuar a apoiar o bloco militar.

Esta posição, na minha opinião, era politicamente correcta, uma vez que desde a década de 1990 o seu principal papel tem sido expandir a capacidade militar dos EUA muito para além das suas fronteiras e limites naturais, dando-lhe assim a capacidade de operar – e abusar – em regiões de interesse que de outra forma lhes seriam impossíveis. O problema é que o mundo que tornou esta posição razoável deixou de existir; não tanto porque o papel da NATO tenha mudado demasiado, mas porque o contexto em que opera mudou radicalmente. Foi um erro pensar que o colapso da URSS e do Pacto de Varsóvia traria consigo um mundo menos armado, quando com estes acontecimentos o que aconteceu que ninguém queria ver acontecer foi o surgimento de um mundo menos arbitrado e com mais jogadores armados até aos dentes.

Referência