O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falaram esta sexta-feira sobre a segurança no Ártico e a sua importância para a Aliança, depois de Washington ter anunciado a possibilidade de assumir o controlo da Gronelândia pela força.
No telefonema, Rubio e Rutte discutiram “a importância da segurança do Ártico para todos os aliados da OTAN”, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott, num breve comunicado.
Ambos também abordaram “os esforços que os Estados Unidos estão a fazer para alcançar uma solução negociada para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, observou a nota.
A conversa entre o chefe da diplomacia norte-americana e o líder do bloco transatlântico surge no auge da controvérsia internacional sobre a intenção do Presidente Donald Trump de tomar a Gronelândia, não excluindo a ação militar, e o que isso poderá significar para o futuro da Aliança.
Trump insistiu que a ilha, um território autónomo da Dinamarca que também é membro da NATO, é importante para a segurança nacional dos EUA.
Vários membros do seu governo, incluindo o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e a porta-voz da Casa Branca Caroline Leavitt, não descartaram esta semana a possibilidade de enviar forças militares para anexar a ilha, que rejeitou essas intenções e disse que o país “não estava à venda” dada a alternativa de os Estados Unidos comprarem o território.
Trump tem defendido repetidamente a possibilidade de assumir o controlo da Gronelândia desde o início do seu mandato em 2025, e a questão está agora de volta aos holofotes após a captura do presidente venezuelano deposto Maduro em Caracas e a confirmação de Washington de que governará a Venezuela.
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, procurou na quinta-feira reduzir a probabilidade de Washington usar a força para tentar anexar a ilha, embora tenha alertado que se a Europa “não levar a sério a segurança deste território”, o seu país “terá de tomar medidas a este respeito”.
Rubio anunciou que se reuniria com diplomatas dinamarqueses na próxima semana para discutir a Groenlândia.