fevereiro 12, 2026
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Secretário Geral da OTAN, Mark Rutte.

– OTAN

BRUXELAS, 11 de fevereiro (EUROPE PRESS) –

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, mostrou a sua “total confiança” de que a Ucrânia poderia organizar eleições e um referendo no meio de uma invasão russa, e confirmou que os ucranianos devem decidir se estão dispostos a ceder parte do seu território para chegar a um acordo de paz.

Esta foi a sua resposta quando lhe perguntaram, numa conferência de imprensa em Bruxelas, antes da reunião de quinta-feira dos ministros da Defesa da NATO, se acreditava que a Ucrânia poderia realizar eleições presidenciais na primavera e um referendo sobre um possível acordo de paz com a Rússia.

“Tenho plena confiança na liderança ucraniana e na democracia ucraniana. Em última análise, esta é uma decisão que lhes convém, de acordo com a sua Constituição e a forma como estão habituados a organizar este tipo de eventos importantes”, disse ele.

Rutte, que não disse se recebeu algum pedido específico de Kiev para realizar o dia das eleições, também indicou que sempre afirmou que “caberá aos ucranianos decidir o que podem finalmente aceitar num acordo de paz” ou num acordo de cessar-fogo a longo prazo.

A UCRÂNIA INSISTE QUE DEVE HAVER SEGURANÇA

A questão de possíveis eleições nos próximos meses veio à tona enquanto os Estados Unidos procuram chegar a um acordo de paz antes das eleições intercalares e, nesse espírito, o Financial Times britânico irá reportar os planos de Zelensky para organizar eleições presidenciais antes de 15 de Maio.

Em declarações ao Ukrinform, o gabinete de Zelensky mostrou-se cético em relação a esta informação, salientando que “ninguém está contra as eleições, mas deve haver segurança”. “Se os russos matam todos os dias, como poderão ser convocadas ou seriamente consideradas eleições nas próximas semanas?” enfatizado no Gabinete do Presidente da Ucrânia.

Em qualquer caso, Kiev indicou repetidamente que um acordo de paz com a Rússia deve passar pelo parlamento ou por um referendo, uma possível votação que as autoridades ucranianas poderiam combinar com eleições presidenciais, como indicaram anteriormente figuras políticas próximas de Zelensky.

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