janeiro 26, 2026
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A defesa do ex-secretário organizacional do PSOE, Santos Cerdan, enviou uma carta ao Supremo Tribunal exigindo que o juiz Leopoldo Puente convoque a Unidade Central de Operações da Guarda Civil para apresentar um relatório sobre o seu património, documento que o magistrado ordenou há sete meses e que ainda não foi produzido.

Sua defesa argumenta que a demora lhe causa prejuízo e viola seu direito à presunção de inocência. Argumenta que há certos factos que “com o tempo passam a ser consagrados no dossiê e na opinião pública como a verdade oficial, apesar da falta de materiais adequados destinados a provar a culpa” do antigo líder socialista.

Assim, citam como exemplo a afirmação de que Cerdan “poderia ter recebido pelo menos 4.500.000 euros” contida na ordem de envio para uma prisão temporária. Os advogados do ex-deputado defendem que esta manifestação “deve ser confirmada pela Polícia Judiciária ou excluída categoricamente, mas não pode ficar no ar sem maiores esclarecimentos e confirmação”.

A carta também se refere à empresa Servinabar. Em outros relatórios, a UCO afirmou que Cerdan possuía 45% da empresa e que funcionaria “como uma fachada para cobrar subornos de prêmios de serviço público”. A equipa de defesa do antigo líder socialista insiste em negar a titularidade dos interesses e afirma que “também não é verdade que a Servinabar seja uma empresa de fachada”.

“Ele realiza atividades reais, e as pessoas que podem ter trabalhado temporariamente lá estavam realizando atividades remuneradas relacionadas. Há amplas evidências, incluindo fotografias, da realidade de tal trabalho. Na verdade, é surpreendente que nenhuma declaração tenha sido colhida de possíveis testemunhas dessas obras e que sua natureza fraudulenta seja veladamente confirmada nos relatórios sem qualquer fundamento”, diz a carta.

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