janeiro 20, 2026
dormir-U80238705462NLv-1024x512@diario_abc.jpg

Dormir até tarde no fim de semana para compensar o sono perdido de segunda a sexta-feira pode ser benéfico para a saúde mental dos menores nesta fase vital. Isto é evidenciado, pelo menos, por pesquisas da Universidade. Oregon e State University of New York Medical University, ambas nos EUA.

O estudo descobriu que um grupo de jovens de 16 a 24 anos que dormiam até tarde no sábado e domingo tinha um risco 41% menor de apresentar sintomas depressivos do que o grupo que não dormia.

A situação dos adolescentes privados de lazer é muito semelhante deste lado do Atlântico. Dr. Oscar Sanz, Coordenador do Grupo Pediátrico Sociedade Espanhola do Sono (SES) e chefe da unidade de sono do hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona, ​​“a mensagem que é preciso transmitir à população é que “os jovens devem tentar dormir nos mesmos horários ou em horários muito semelhantes, de segunda a domingo. E só se isso não for possível, você pode descansar mais nos finais de semana para que não haja tantas doenças concomitantes (depressão, ansiedade ou desconforto emocional) nesta fase vital.

O que deveria ficar claro, enfatiza Sanz, “é que o sono não é restaurado e que deveríamos tentar manter um certo equilíbrio. Porque se um jovem dorme seis horas de segunda a sexta e doze horas no sábado e domingo, a média aritmética não será igual a oito. Sabendo disto, prossegue este especialista, “o ideal é que se consigam descansar mais, façam-no, mas não procurem fazer horas extraordinárias aos fins de semana, porque se houver uma diferença superior a duas horas em relação ao que dormiram durante a semana, acaba por provocar o que chamamos “biorritmo social”

Isso, explica o médico, “é que se um adolescente dorme 12 horas e acorda às 15h. No sábado e domingo, todas as atividades diurnas acontecem em horários diferentes.

“A recomendação é boa, mas não podemos esquecer que os adolescentes tendem a ser mais noturnos, mais corujas, o que significa que adormecem muito mais tarde do que deveriam. Além disso, há um problema, digamos, social, com o horário de entrada nas escolas ou institutos. Soma-se a isso o uso da tecnologia, que geralmente acontece tarde da noite… Os motivos são multifatoriais, e sabemos que menos horas de sono acabam por levar a problemas de saúde mental: ansiedade e estresse, a médio prazo, e depressão, a longo prazo. “A sociedade precisa levar essa questão mais a sério.”

Referência