Uma fonte oficial iraniana disse à agência de notícias Reuters que o número de mortos nos protestos antigovernamentais, que começaram no final de dezembro e atingiram o pico na semana passada, é de pelo menos 5.000, incluindo cerca de 500 forças de segurança.
Uma fonte anónima indicou que os responsáveis pelo assassinato de “iranianos inocentes” eram “terroristas e desordeiros armados”, consistente com a narrativa oficial do regime iraniano de que as manifestações envolveram intrusos violentos e estrangeiros, causadas pela escassez e por uma crise económica.
“Não se espera que o número final de mortos aumente acentuadamente”, disse o responsável, acrescentando que “Israel e os grupos armados no estrangeiro” apoiaram e forneceram aqueles que saíram às ruas durante mais de duas semanas. A fonte sublinhou ainda que os confrontos mais violentos e o maior número de vítimas foram registados nas zonas povoadas por curdos do Irão, no noroeste do país.
O número de mortos e outras informações não podem ser verificados de forma independente porque a liberdade de imprensa é limitada no Irão e as organizações de direitos humanos não podem operar no país. A informação limitada disponível dentro do país e de activistas no estrangeiro sugeria que as autoridades estavam a reprimir os protestos.
A ONG Human Rights Defenders Information Agency, sediada nos EUA, confirmou 3.919 mortes (sem especificar quantos estavam fardados e quantos eram civis) e está a investigar mais 8.949 casos.
As ligações à Internet em todo o Irão caíram desde 9 de Janeiro, dificultando a recolha e verificação de dados. A NetBlocks, organização que monitoriza a censura na Internet, acusou o regime de cortar as comunicações para impedir a organização de protestos e a transmissão de imagens ou informações para fora do país.