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O vice-presidente do Setor de Política, Segurança Civil e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello Rondón, liderou uma visita a várias áreas de Caracas na noite de segunda-feira, acompanhado por policiais fortemente armados.
Imagens compartilhadas por meio de sua conta do Instagram e de sua própria conta Ministério da Administração Interna, Justiça e Pazmostram um oficial de alto escalão posando com homens uniformizados, segurando armas automáticas e entoando o lema: “Sempre fiel, nunca traidor!” A dúvida é traição!
Cabello lidera a viagem num contexto de pico de tensão política marcado pela tomada de poder de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Vários vídeos divulgados mostram o líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (UPVV), no poder, liderando as forças de segurança em setores como Caricuao e Plaza O'Leary.
Lá, segundo o próprio Cabello, reina um “clima de calma” graças à “presença ativa” da Polícia Nacional Bolivariana e de outras forças de ordem pública.
Fotos divulgadas mostraram forças de segurança em alerta, com veículos táticos estacionados nas ruas da capital e veículos uniformizados patrulhando áreas residenciais.
Segundo autoridades, Cabello trocou cumprimentos com autoridades e recebeu relatórios diretos sobre a situação em vários pontos de controle.
As mensagens publicadas pelo ministério enfatizavam que as ações das “forças de segurança garantem a paz e a confiança do povo venezuelano”, e as publicações eram encerradas com slogans familiares ao chavismo, como “Venceremos!”
Relatórios oficiais do Ministério do Interior, Justiça e Paz garantiram que a operação fazia parte do “compromisso do governo bolivariano com a defesa integral da pátria” contra supostos “ataques imperiais” que, segundo declarações oficiais, visam desestabilizar o país. Em suas postagens, Cabello insistiu que o objetivo do lançamento é “proteger as pessoas e garantir a sua segurança“.
No entanto, as imagens suscitaram críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a interpretarem o gesto como demonstração de controle político e militar em vez de segurança civil.
Na chave “pessoa influente”
A frase “Sempre fiel, nunca traidor” que acompanhou a publicação é um dos slogans mais repetidos do chavismo desde os tempos de Hugo Chávez, o que é um sinal de lealdade absoluta ao projeto bolivariano.
Em outro vídeo do passeio, Cabello fala diretamente para a câmera e faz comentários aparentemente aleatórios sobre a lavanderia Miss Mundo, que ele afirma ser sua. “uma lembrança linda e amorosa”era como se eu estivesse caminhando por um lugar cheio de lembranças pessoais.
Esse tom intimista, quase anedótico, lembra o formato dos streamers “IRL” (sigla para “na vida real” ou na vida real em espanhol), criadores de conteúdo que transmitem ao vivo enquanto caminham pela rua, comentando o que veem e conversando com o público como se fossem companheiros de caminhada.
No caso de Cabello, essa estética pode ser lida com diversas intenções possíveis: humanize sua figura em uma implantação altamente militarizadaposicionando-se como um líder que “conhece o bairro” e se movimenta com naturalidade pela rua, e reforçando a ideia de que a presença policial faz parte do cotidiano normal. Ao mesmo tempo, transforma a operação de força num espetáculo político pensado para redes.
Libertar presos políticos
Em meio à presença policial e à tensão nas ruas de Caracas, o movimento Vente Venezuela, liderado por Maria Corina Machado, publicou um comunicado no X (antigo Twitter) exigindo a libertação imediata de todos os presos políticos civis e militares.
O texto condena o facto de estes prisões são injustas e é abertamente de natureza política.
Machado ampliou essa mensagem ao publicá-la novamente na sua conta nas redes sociais, aumentando a pressão nacional e internacional sobre aqueles que, segundo a oposição, mantêm estes prisioneiros como reféns no conflito político da Venezuela.
Ao mesmo tempo ele tenta vincular o envio de forças leais a Cabello ao quadro mais amplo de repressão e perseguição.
Guarda das forças paramilitares
Após a tomada de poder por Maduro, a reconfiguração do controlo territorial em Caracas foi acompanhada pela assunção destes grupos paramilitares de um papel central no controlo de Caracas. As suas atividades são especialmente visíveis em áreas populares como Petare e Katia, onde a sua presença se tornou visivelmente mais ativa e agressiva.
Os vizinhos descrevem homens vestidos de preto, armados com pistolas, espingardas e espingardas, estacionados nas esquinas, a circular pelas ruas em motociclos e a exercer controlos informais sobre residentes e empresas, ao ponto de imporem encerramentos e restringirem o trânsito à noite.
Além de intimidar, testemunhas relatam roubos em estabelecimentos e casas na madrugadao que alimenta um sentimento de medo e reforça a percepção de que estes grupos procuram “assumir o controlo” num contexto onde há muito menos vigilância militar e policial tradicional nas ruas da capital.