Tensão máxima no set Nos lábios de todos. O que começou como um debate político sobre a Venezuela e a figura de Delcy Rodriguez terminou confronto quente e viral entre um jornalista Sarah Santaolalla e deputado do PP de Madrid Eliza Vigília. Motivo: um comentário depreciativo que a maioria do público chamou de sexista.
A polêmica eclodiu depois que surgiu um vídeo da própria Vigil dançando após a prisão de Nicolás Maduro ao som da música “Onde estão os comunistas?” Santaolalla considerou que estas danças eram “comportamentos geek” que não acrescentavam valor ao debate público, e condenou a inconsistência da posição do PP face ao regime venezuelano.
Mas o momento mais tenso veio quando o deputado respondeu:
“Isso me parece uma análise tão simplista que me deixa triste.”
“Bem, como vão suas danças”, respondeu Santaolalla.
Ao que Eliza Vigil disparou:
“Para manter as fotos simples, elas mostram cocos com um recorte como este.”
O cenário explodiu. Principal Nacho Abad Ele tentou mediar sem sucesso, enquanto Santaolalla reagiu com indignação:
– “E essas mulheres machistas? É por causa de mulheres como você que elas nos estupram nas ruas, nos atacam em casa e nos insultam nas redes sociais.”
O autor não parou por aí:
“Podemos vestir-nos como acharmos adequado, de baixo para cima e de baixo, sem ter que aturar o sexismo do funcionário do governo cujo salário pagamos.”
Após o programa, Santaolalla compartilhou um vídeo do momento em suas redes sociais, condenando a agressão verbal que recebeu:
“Acabei de ser alvo de um ataque sexista por parte de um funcionário do governo do Partido Popular na televisão. Ele usou o meu tipo de corpo e a forma como me vestia para me humilhar. Este tipo de ódio contra as mulheres é insuportável.”
O clipe logo se tornou viral e recebeu milhares de visualizações e comentários em defesa de Sarah Santaolalla. Cresce a pressão sobre o Partido Popular na expectativa de uma possível reação oficial às declarações do seu deputado.
A briga na TV que cruzou a tela para gerar debate sobre masculinidade, representação política e liberdade de expressão.