janeiro 26, 2026
2T53ZWRBWBHWHDIFWMLQKFMZGA.jpg

O Supremo Tribunal da Nação (SCJN) do México anunciou este domingo que os seus ministros estão a abandonar os camiões blindados, cuja aquisição o Tribunal Superior anunciou esta semana, como medida destinada a “garantir condições de segurança adequadas”. A compra tem causado alguma polémica pública devido ao mandato de austeridade imposto pelos atuais ministros, a começar pelo presidente Hugo Aguilar, que tomou posse em setembro.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o SCJN afirma: “Relativamente aos veículos adquiridos, os ministros deste tribunal anunciam a sua decisão de não os utilizar. Da mesma forma, solicitarão que seja instaurado o processo adequado à sua devolução ou, se necessário, disponibilizados aos juízes que se encontrem em maior risco, sempre de acordo com as regras aplicáveis”. Os ministros não se manifestaram individualmente.

A declaração prossegue: “Reafirmamos o nosso compromisso com a utilização eficiente e responsável dos recursos do povo e com o trabalho contínuo para alcançar uma justiça real e verdadeira. Para esclarecer a informação, será realizada amanhã uma conferência de imprensa no edifício do Supremo Tribunal.” O preço dos caminhões variava de um milhão e meio de pesos (mais de US$ 85 mil) a três milhões (US$ 172 mil), dependendo do nível de blindagem solicitado.

Em comunicado anterior divulgado esta semana, a Justiça autorizou a aquisição dos veículos. “Essa decisão incluiu laudos técnicos emitidos pelas autoridades federais, que concluíram que as unidades em uso não atendiam mais aos padrões de segurança adequados e, portanto, sua continuidade prejudicava seu funcionamento”, afirmou na época o Tribunal Superior. O tribunal acrescentou que a atualização foi realizada “em estrita conformidade com o regulamento interno em vigor emitido em 2019, que estabelece que este tipo de veículos, por razões de segurança e de manutenção que proporciona, deve ser atualizado periodicamente – de quatro em quatro anos ou antes quando as condições do veículo não forem seguras – para garantir condições adequadas de funcionamento e segurança”.

Referência