Donald Trump diz que “ele não acredita no direito ou nos tratados internacionais, apenas na sua própria moralidade”. E que, se necessário, sacrificaria a NATO pela Gronelândia. Não poderia ser mais claro. Entrevista concedida a quatro jornalistas de New York Times É um raio X aterrorizante de um personagem que deixou a comunidade internacional perplexa. Sobre seu ego superior e total falta de remorso. Ele permanece embriagado de poder e está convencido de que a lei do poder é o motor do mundo, que ele adapta aos seus interesses. Porém, este é um momento lamentável pela necessidade de confirmação de que está sofrendo. Para tal, está rodeado por um grupo de pessoas indesejáveis ao seu nível de baixeza humana, que o lisonjeiam com o seu desejo de ter sucesso na luta pela sua sucessão. Trump tem 80 anos.
E apesar destas provas, temo que corramos o risco de perseguir notícias duras que serão vistas como descartáveis, ignorando ao mesmo tempo a semente do mal que hoje permeia tudo: Donald Trump está a destruir a democracia, e não apenas no seu próprio país. A democracia e o melhor que os Estados Unidos podem dar também. E o problema da comunidade internacional não é ver isto, não é calcular a profundidade do ataque. A imprensa de que sofremos não ajuda em nada – com grandes exceções, que, felizmente, vocês sabem. Por exemplo, uma versão cover de uma música Mundo sobre o ataque à Venezuela é chocante em momentos tão graves porque o que diz é uma mentira, mas talvez explique a ignorância do que é importante em que estão atolados grandes sectores da sociedade.